sábado, 11 de março de 2023

Pobreza e Lisura - Saviani

Neste país você não pode pedir emprego e muito menos dinheiro emprestado a um conhecido sem que ele instantaneamente assuma ares paternais e comece a lhe dar conselhos, a ralhar com você chamando-o de irresponsável, leviano e miolo-mole. E dê graças a Deus de que ele o faça em tom bonachão e não transforme a humilhação sutil em massacre ostensivo. Finda a cena, ele sai todo satisfeito com a consciência do dever cumprido e considera-se dispensado de lhe arranjar o emprego ou o dinheiro. E você? Bem, você sai duro, desempregado… e culpado.

Esse mesmo sujeito é capaz de, na mesma noite, oferecer um jantar tomando o máximo cuidado para que a arrumação da mesa e a distribuição dos convidados obedeçam estritamente às regras da mais fina etiqueta.

Um indício seguro de barbarismo num povo é a atenção excessiva concedida aos sinais convencionais de boa educação e o desprezo ou ignorância dos princípios básicos da convivência que constituem a essência mesma da boa educação.

O bárbaro, o selvagem, pode decorar as regras e imitá-las na frente de quem ele acha que liga para elas. Mas não capta o espírito delas, não percebe que são apenas uma cartilha de solicitude, de atenção, de bondade, que pode ser abandonada tão logo a gente aprendeu o verdadeiro sentido do que é ser solícito, atencioso e bom.

Meu pai era um sujeito relaxado, que às vezes ia de pijama receber as visitas. Mas ele chamava de “senhor” cada mendigo que o abordava na rua, e sem que ele me dissesse uma palavra aprendi que o homem em dificuldades necessitava de mais demonstrações de respeito do que as pessoas em situação normal. Quanto mais respeitoso, mais cuidadoso, mais escrupuloso cada um não deveria ser então com um amigo que, vencendo a natural resistência de mostrar inferioridade, vem lhe pedir ajuda! Esta regra elementar é sistematicamente ignorada entre as nossas classes médias e altas, principalmente por aquelas pessoas que se imaginam as mais cultas, as mais civilizadas e – valha-me Deus! – as mais amigas dos pobres.

Fico horrorizado quando vejo alguém enxotar um flanelinha como se fosse um cachorro, e nunca vi alguém fazê-lo com a desenvoltura, o aplomb, a consciência tranqüila de um intelectual de esquerda! Nos anos 60, corria o dito de que ajudar os pobres individualmente era “alienação burguesa”, ópio sentimental, sucedâneo da revolução salvadora. Passaram-se quarenta anos, a revolução salvadora não veio (onde veio, os pobres ficaram mais pobres ainda) e duas gerações de necessitados apertaram ainda mais os cintos em homenagem à prioridade da revolução. Mas não conheço um só militante comunista do meu tempo e do meu meio que não esteja com a vida ganha, que não ostente como um sinal de maturidade triunfante a segurança financeira adquirida graças ao apadrinhamento da máfia política que, até hoje, domina o mercado de empregos na imprensa, na publicidade, no ensino superior e no mundo editorial.

Hoje não precisam mais do pretexto revolucionário para enxotar flanelinhas. Seu discurso tornou-se palavra oficial, as prefeituras e governos estaduais nos advertem, em cartazes piedosos, para não dar esmolas. Sim, a caridade individual está em baixa. Os frutos da bondade humana não devem ir direto para o bolso do necessitado: devem ir para as ONGs e os órgãos públicos, sustentando funcionários e diretores, financiando movimentos políticos, pagando despesas de aluguel, administração, publicidade e transporte, para no fim, bem no fim, se sobrar alguma coisa, virar sopa dos pobres, diante das câmeras, para a glória de São Betinho.

Há quem neste país tenha nojo da corrupção oficial. Pois eu tenho é da caridade oficial.

Ainda há quem diga: “Mas se você dá dinheiro o sujeito vai beber na primeira esquina!” Pois que beba! Tão logo ele o embolsou, o dinheiro é dele. Vocês querem educar o pobre “para a cidadania” e começam por lhe negar o direito de gastar o próprio dinheiro como bem entenda? Querem educá-lo sem primeiro respeitá-lo como um cidadão livre que atormentado pela miséria tem o direito de encher a cara tanto quanto o faria, mutatis mutandis, um banqueiro falido? Querem educá-lo impingindo-lhe a mentira humilhante de que sua pobreza é uma espécie de menoridade, de inferioridade biológica que o incapacita para administrar os três ou quatro reais que lhe deram de esmola? Não! Se querem educá-lo, comecem pelo mais óbvio: sejam educados. Digam “senhor”, “senhora”, perguntem onde mora, se o dinheiro que lhes deram basta para chegar lá, se precisa de um sanduíche, de um remédio, de uma amizade. Façam isso todos os dias e em três meses verão esse homem, essa mulher, erguer-se da condição miserável, endireitar a espinha, lutar por um emprego, vencer.

Na verdade, a barreira que impede o acesso de pobres e mendicantes brasileiros a uma vida melhor é menos econômica que social. Façam um teste. Quanto custa um frango? Assado, com farofa. Cinco reais no máximo, em geral menos. Quer dizer que um mendigo, pedindo esmola em qualquer das grandes capitais do Brasil, pode comer pelo menos um frango por dia, se não dois, e ainda lhe sobra o dinheiro da condução. Para você fazer uma idéia de quanto um país onde isso é possível é um país rico e generoso, tente esta comparação. Quando Franklin D. Roosevelt lançou o New Deal, um dos objetivos principais do ambicioso plano econômico foi assim anunciado pelo rádio: “Assegurar que cada família deste país tenha em sua mesa um frango por semana.” Ouviram bem? Um frango por semana para quatro ou cinco pessoas. Na época pareceu um ideal quase utópico. Pois bem: estamos numa terra onde velhas desamparadas que se arrastam pelas ruas comem um frango por dia, onde os meninos de rua pedem esmola em frente ao McDonald’s para completar o preço de um BigMac com fritas de três em três horas, onde os bebês famintos exibidos pelas mães em prantos usam fraldas descartáveis, onde as casas dos bairros miseráveis têm antenas parabólicas e os catadores de lixo se comunicam com seus sócios por telefones celulares.

Em contrapartida, façam outro teste: peguem um sujeito sujo e esfarrapado, encham-no de dinheiro e façam-no entrar numa loja de roupas – não digo uma loja elegante, mas qualquer uma — para comprar um terno. Será enxotado. E, se gritar: “Eu tenho dinheiro!”, vai terminar na polícia, com holofote na cara, tendo de se explicar muito bem explicadinho, isto se não for obrigado a escorregar “algum” para a mão do sargento.

O mesmo pobre que pode comer um frango por dia tem de comê-lo na calçada, com os cães, porque não tem acesso aos lugares reservados aos seres humanos. Está certo que você, gerente do restaurante, fique constrangido de botar um sujeito estropiado e fedido no meio dos seus clientes distintos. Mas não vê que mandá-lo comer na rua é mais falta de educação ainda? Pelo menos dê-lhe de comer num cantinho discreto, converse com ele sobre as dificuldades da vida, ofereça-lhe uma camisa, uma calça. Seja educado, caramba! Pois se você, que está bem empregado e bem vestido, tem o direito de ser grosso, que primores de polidez pode esperar do pobre? Se um dia, cansado de levar chutes, ele o manda tomar naquele lugar, não se pode dizer que esteja privado do senso das proporções. E não me venha com aquela história de “Se eu tratar bem um só mendigo, no dia seguinte haverá uma fila deles na minha porta”. Isso pode ser verdade em casos isolados, mas não no cômputo final: se todos os restaurantes tratarem bem os mendigos, logo haverá mais restaurantes que mendigos. Conte os mendigos e os restaurantes da Avenida Atlântica e diga se não tenho razão. Isto sem que entrem no cálculo os bares e padarias.

O brasileiro de classe média e alta está virando uma gente estúpida que clama contra a miséria no meio da abundância porque cada um não quer usar seus recursos para aliviar a desgraça de quem está ao seu alcance, e todos ficam esperando a solução mágica que, num relance, mudará o quadro geral. Sofrem de platonismo à outrance: crêem na existência de um geral em si, dotado de substância metafísica própria, independente dos casos particulares que o compõem.

Por isso é que quando a propaganda do Collor inventou aquela coisa de “Não votem em Lula porque ele vai obrigar cada família de classe alta a adotar um menino de rua”, eu me disse a mim mesmo: “Raios, se isso fosse verdade eu ficaria satisfeito de votar no Lula.” Só acredito é em gente ajudar gente, uma por uma, não na mágica platônica das “mudanças estruturais”, pretexto de revoluções e matanças que resultam sempre em mais pobreza ainda.

Na verdade, quem acredita nelas erra até ao dar nome ao problema geral. Quando, revoltados ante a desgraça do povo brasileiro, gritamos: “Fome!”, algo está falhando na nossa percepção da realidade social. No mais das vezes, o que falta não é comida, não é dinheiro: é as pessoas compreenderem que a pobreza não é um estigma, não é uma desonra, é uma coisa que pode acontecer a qualquer um e da qual ninguém se liberta só com dinheiro, sem o reforço psicológico de um ambiente que o ajude a sentir-se novamente normal e, em suma, um membro da espécie humana.

Entre as causas culturais da pobreza, a principal não está nos pobres: está na falta de educação dos outros.

quarta-feira, 11 de março de 2020

De Leonardo Siqueira - Planos de Alfabetização - Douglass North Papers

De Leonardo Siqueira  - Planos de Alfabetização - Douglass North Papers

Com o PIB do Brasil - e do resto do mundo - sofrendo um choque, começam os pedidos para um GRANDE PLANO DE INDUSTRIALIZAÇÃO DO BRASIL.
Vale relembrar quando um Nobel em Economia, Douglas North, visitou o Brasil e foi vencido pelas ideias desenvolvimentistas de Celso Furtado. 
Em 1961, o governo americano estava decidindo se financiava ou não o "GRANDE PLANO DE DESENVOLVIMENTO DO NORDESTE".
A pobreza no Nordeste brasileiro atraia atenção da imprensa americana e John Kennedy, recém eleito, disse que um acordo de cooperação com o Brasil era prioridade. 
O governo americano, então, enviou Douglas North ao Brasil por 3 semanas.
North, professor de Economia da Universidade de Washington, veio conhecer o plano desenvolvido pela SUDENE (Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste) para dar seu veredito ao governo americano. 
Quem tinha criado o plano? Celso Furtado, um economista brasileiro que acreditava no Estado como motor do desenvolvimento e que tinha fundado a Sudene em 59.
O OPOSTO de North que dava mais valor ao PAPEL DAS INSTITUIÇÕES, das normas jurídicas, das regras do jogo... 
North Conheceu os planos de Furtado.
Na visão da Sudene (e de Furtado), a massiva industrialização do nordeste seria O ÚNICO CAMINHO PARA A REGIÃO ALCANÇAR O DESENVOLVIMENTO e absorver produtivamente o excesso de força de trabalho
Que surpresa não? rs. 
Após 3 semanas pelo Brasil, Douglas North tem seu veredito: "esse plano não vai dar certo”.
A razão era muito simples: nordeste não tinha mão de obra qualificada, não tinha matéria prima para fazer bens industriais, não tinha mercado consumidor. "This is not an industrial area". 
North diz que faltaria nos planos da Sudene UM PLANO DE EDUCAÇÃO PRIMÁRIA, uma vez que a ênfase dos projetos educacionais de Furtado recai sobre o ensino superior.
ERA MELHOR EDUCAR AS PESSOAS (como sugeria a literatura surgida na época) e descobrir as vantagens da região. 
Passaram 70 anos, resolvemos seguir as idéias de Celso Furtado que virou Ministro do Planejamento entre 62 e 64 e ignorar Douglas North.
O assassinato de John Kennedy em 63 acabou com qualquer possibilidade de acordo de cooperação, que além de financeira, também seria técnica. 
70 anos depois, o nordeste AINDA É A REGIÃO MAIS POBRE DO PAÍS. Sem indústria e sem educação básica.
E Douglas North ganhou UM PRÊMIO NOBEL em economia em 1993, com seu trabalho em Economia Institucional, área da economia que foca nas normas, regras sociais e jurídicas. 
Quando disserem que o caminho para o Brasil ficar rico é um plano que tem como prioridade a industrialização do país, com subsídios e estímulos e deixando de lado o AMBIENTE DE NEGÓCIOS E EDUCAÇÃO PRIMÁRIA é só lembrar Douglas North.
Tentamos isso por 70 anos sem muito sucesso. 

É baseado em material formado por documentos originais que se encontram na coleção “Douglass North Papers” da Duke University Library. Marcos Lisboa também conta essa história

sábado, 29 de fevereiro de 2020

A Mexicanizacao do Brasil. De Leonardo Siqueira

"Agora que os juros estão na mínima histórica de 4,25%, inflação ~3,50% e a dívida está se estabilizando, o BRASIL vai decolar".

Quem acha isso SUFICIENTE talvez não saiba que, em 2002, o México passou pelo mesmo processo que o Brasil está passando. E NÃO DECOLOU...

Por que?

Por volta de 2002, o México daquela época era muito parecido com o Brasil de hoje.

O país diminuiu sua dívida externa, reduziu a inflação de 130% ao ano para para 4% e a taxa de juros, que estava em mais de 25% em 1997, caiu para 3%.

Com isso o risco-país despencou.

Muita gente achou que isso era o suficiente: "nem Deus para a economia mexicana".

O problema era que o México era um país confuso e atrapalhado, sem consenso sobre as prioridades e entregue a diversos grupos de interesse.

Isso refletia em um congresso extremamente dividido.

Resultado: deixou-se de lado todas as reformas para aumentar a produtividade do país.

- A reforma tributária não avançou.
- O regime da PEMEX (Petrobrás mexicana), para atrair investimentos, não passou.
- As distorções setoriais não diminuíram.

O resultado é, ASSIM COMO O BRASIL, um crescimento medíocre: De 2002 a 2017, o México cresceu aproximadamente 2,0%.

Sendo que - ASSIM COMO O BRASIL - parte desse crescimento é simplesmente mais gente entrando no mercado de trabalho.

Desde 1980, ASSIM COMO O BRASIL, a produtividade do México não aumenta. Hoje, é a mesma de 4 décadas atrás.

E se em 1980, um mexicano tinha 45% da renda americana, em 2019, esse valor caiu para 35%. O México que já era mais pobre que os Estados Unidos, ficou mais pobre ainda.

Isso nos ensina algumas lições.

Assim como no México, o Brasil tem tido avanços significativos e dificuldades nas reformas.
Juros de ~4%. Inflação abaixo da meta (4,25%), menor a dívida externa e menor risco país. Mas faltam as reformas da produtividade.

Sem falar que essa ideia de que basta reduzir os juros e controlar inflação pro país decolar era exatamente a mesma ideia da Nova Matriz Macroeconômica de Dilma.
A diferença é que eles fizeram aquilo na marra e de maneira não-sustentável. Mas a concepção não é muito diferente.

Dito isso. Precisamos de:
- Abertura comercial para dar produtividade.
- Reforma tributária para simplificar esse sistema complexo.
- Melhorar ambiente de negócios para facilitar abertura de empresas.
- Reduzir distorções setoriais que protegem setores ineficientes.

Hoje em dia, essa agenda de reformas nem é mais tão novidades assim. Todo mundo meio que sabe o que precisa ser feito.
E por que demora para avançar?
Porque falta consenso sobre as prioridades dos gastos públicos no país. Onde se gasta em tudo, nada é racionado...

Apesar desse "Novo Brasil", se não fizer as reformas necessárias, a economia brasileira vai sofrer a Mexicanização da Economia.
O Termo foi criado por Ilan Goldfajn em 2006, quando era Diretor do Banco Central.

terça-feira, 19 de abril de 2011

RELATO DO DOCUMENTÁRIO BRASIL COLONIA, DE BORIS FAUSTO.

RELATO DO DOCUMENTÁRIO BRASIL COLONIA, DE BORIS FAUSTO.

                Na aula de hoje, o professor passou para os alunos, um documentário de autoria do historiador Boris Fausto, onde ele faz um breve comentário de todo o decorrer do Brasil Colônia.
                O documentário se inicia contando como que Portugal se preparou para as navegações, montando os barcos, as caravelas, estudando os mares, para dar inicio a suas navegações, tendo como objetivo a ida as Índias ocidentais, em busca de especiarias, como cravo, pimenta do reino, noz a moscada, mas primeiramente chegaram ao Brasil, pensando ter chego as Índias Ocidentais, em 1500.
                Inicia-se o difícil convívio entre portugueses e índios, ao qual pouco a pouco vão superando a dificuldade da fala de suas culturais totalmente diferentes, tornado eles parceiros, mas logo depois, obrigando-os trabalharem para eles.
                Após o reconhecimento do Brasil, e da realização da primeira missa, uma das caravelas volta para Portugal para avisar o rei, D. MANUEL, o venturoso, da descoberta de novas terras, inicialmente chamada VERA CRUZ.
                Portugal, inicialmente não ocupa o Brasil, e só vai fazer isso, quando se sente ameaçado por perder as terras coloniais para os holandeses e os franceses, a partir da daí fundam as primeiras cidades no Brasil, São Vicente, Rio de Janeiro, Salvador e Recife, entre outras.
                Após isso, começam a desenvolver a plantio da cana de açúcar, e para poder produzir, trazem os escravos, vindos de diversos lugares da África.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

AULA 28 - MODULO 2 - DEPRESSAO NA ADOLESCENCIA


AULA 28 - MODULO 2 - DEPRESSAO NA ADOLESCENCIA

Focando a depressão adolescente a professora Paula Fernandes fechou as temáticas de saúde nesse semestre, trabalhando em sua seqüência de aula, a definição de depressão, sua prevalência, causas, fatores de risco, sintomas, tratamentos existentes, em um problema ocorrendo cada vez em mais quantidade na atualidade. Citou que no passado era raros os casos, ou não notado, mas que hoje ocorrem em grande quantidade, tendo conseqüências na vida diária, relações sociais e no cotidiano escolar.  Observou-se que, quanto maior a idade, mais os casos, chegando a dez por cento dos casos dos adolescentes, índice altíssimo, tendo como foco o transtorno de humor, não confundindo o que é passageiro, e o que se torna cotidiano, ficando debilitada, atrapalhando sua vida, tendo o CID-10 e DSM-IV, tendo um humor deprimido, tristeza, desesperança, perda de interesse e prazer por atividades satisfatórias, falta de animo em fazer as coisas, sua alimentação e afetada. Como causas, ela é multifatorial tem varias causas, como a biológica, genética, estrutura química do cérebro, psicológica, fatores sócio culturais, entre outros, como o histórico familiar, a predominância em maior parte dos casos no sexo feminino, situações estressantes passadas em sua vida, dependência de drogas, violência domestica. O adolescente apresenta tristeza, falta de motivação, interesse, solidão, humor instável, mudanças de comportamento, explosão de raiva, brigas, mudanças no apetite, peso, alterando totalmente, tanto para mais como para menos, dependendo do caso, dificuldade em diversão, queixas como tédio, atividades solitárias, cansaço, falta de energia, pensamentos mortíferos e o pior de todos, planejamento de suicídio, criações de preocupações, baixa auto-estima, choro, fala lenta. No ambiente escolar percebemos entre os sintomas a queda o rendimento escolar, falta de concentração, pensamento lento, impulsividade e irritabilidade, choro fácil, isolamento na escola, e dificuldade e cognição, pensar. As conseqüências da depressão alem das dificuldades do dia a dia e escolar, há o comprometimento do desenvolvimento e o funcionamento social da criança e da adolescência, causando transtornos na vida adulta, sendo a necessidade de tratamento, medicações, psico-educacao, criação de uma rede de apoio, com escola trabalho e amigos, pois sozinho ela não conseguira.
Há a necessidade de identificar os antecedentes da depressão, causas, minimizar impactos negativos, a criança necessita ser inserida, além da criação da competência de habilidades nessas pessoas, mudando a maneira de lidar com as situações, aprender a conviver com os problemas, e fortalecer condições que garantam a busca por ajuda em todos os contextos, na rede família - trabalho - escola e comunidade, tendo uma interlocução professores e pais, alem do medico, para conseguir um contexto de solução desses problemas, tendo o foco a qualidade de vida.

AULA 27 - MODULO 2 - STRESS E ANSIEDADE NA ADOLESCENCIA


AULA 27 - MODULO 2 - STRESS E ANSIEDADE NA ADOLESCENCIA

Abordando a problemática do stress e a ansiedade na criança e adolescência, a professora Paula Fernandes  mostrou como detectar esse problema, e principalmente o papel do professor para lidar com essas situações no ambiente escolar, tendo com freqüência esse tipo de alunado, atrapalhando o trabalho de sala de aula. A professora cita que há muitos estímulos, vindo de todas as partes, informação, linguagens, e que o professor deve estar sabendo orientar as crianças e os adolescentes para tirar suas capacidades nesse processo, e atinja a felicidade, algo tão desejado que seja a felicidade, invertendo a situação que ocorre hoje que é a formação de uma sociedade ansiosa, estressada, tendo a unidade escolar papel fundamental nesse processo, de orientar, conversar, capacitar esses alunos, pois no mundo de hoje, ao invés de ajudar, esta atrapalhando, causando mais pressão, mais cobranças, mais atividades a ser realizada, agitação constante, competitividade, diminuindo cada vez mais a o espírito solidário, a competitividade, entre outros. Isso cria uma relação no organismo diante de situações difíceis, excitantes, onde seu equilíbrio e afetada, e cada órgão trabalha de forma diferente, causando uma disfunção, uma quebra, enfraquecendo o corpo, surgindo esses problemas. São características biológicas e psicológicas que antecedem momentos de perigo, seja real ou imaginário, criando-se sensações corporais, como vazio no estomago, taquicardia, medo, nó na garganta, entre outros fatores. Devemos lembrar também que a ansiedade não é um fator negativo apenas, ela é derivada de sensações boas, onde o adolescente ainda não tem maturidade para todas essas situações, ela é uma forma de energia que nos movimenta. O problema da ansiedade e o seu excesso, que faz com que você não consiga ter uma vida normal, deixando de lado vários fatores. Isso esta ocorrendo entre as crianças, devido a vários fatores, como acidentes, doenças, irmãos, entre outros, criando um desencadeamento nas crianças. Ha dois fatores do stress, o interno que são os pensamentos, atitudes, maneira de como ela vê o mundo a sua volta, o desejo de agradar, preocupação do fracasso, mudanças físicas, duvidas quanto a sua capacidade, e os externos, devido a mudanças consideráveis, separação de pais, atividades em excesso, troca de professores, adultos ao seu redor que ficam estressados, pais alcoólatras, doenças nas pessoas ao seu entorno. Se não tratado ele traz varias conseqüências como a asma, alergias, problemas de pele, diarréia, tiques, dores abdominais, resistência reduzida, pressão, obesidade e até bronquite, alterando totalmente seu dia a dia, tudo dependendo do seu nível de desenvolvimento emocional, tendo crianças que independente a idade, tem uma maturidade maior. O professor tem como papel nesse processo conhecer melhor o aluno, a necessidade da motivação, incentiva a questionamentos, ouvir o aluno, criar um espírito de autoconfiança, reconhecimento, respeito ao ritmo de cada, não tratar de forma igual, criação de atividades que respeitem seu ritmo, atividade em grupo, ou senão calmas, como na educação infantil onde a criança deve estar pondo a musica, o relaxamento, além da postura modelo do professor, sendo como exemplo e referencia, caso isso não ocorra trará problemas no relacionamento. Devemos ver o stress o conjunto de sintomas além da crise da necessidade de consulta de especialistas.

AULA 26 - MODULO 2 – BULLYING


AULA 26 - MODULO 2 – BULLYING

A professora Kátia Pupi demonstrou na aula, sua tese de mestrado sobre o fenômeno do BULLYING, o maior problema existente na atualidade no que diz respeito à educação. Definiu que BULLYING são todas as formas de atitudes agressivas, intencionais e repetidas, que ocorrem sem motivação evidente, adotadas por um ou mais estudantes contra outro causando dor e angustia, acontecendo em uma relação desigual de poder, podendo ser adotado entre crianças e jovens, sendo a característica principal a desigual relação entre as partes, ocorrendo humilhações, xingamentos, difamação, constrangimento, menosprezo, intimidação, ameaças, exclusão, perseguições, agressão física, chegando ate o roubo. A professora afirma também que excluir, humilhar, expor a todas as variantes dessas atitudes de violencia moral ou bullying é experiências inevitáveis e nada pode ser feito a respeito, o que é o seu grande problema, mas a autora afirma das atitudes preventivas para não se chegar essa situação. A autora afirma que foram os suecos, na década de 1970 que começam a pesquisar sobre o assunto, problema que também ocorria nesse país, que, hoje tem esfera mundial. Nessa pesquisa constatou-se que cerca de 40% dos jovens sofrem desse problema, não ficando restrito apenas na escola, mas em diversos outros ambientes, como no trabalho, mas a escola é a principal vitima, onde a sala de aula e a principal palco, 50% das vitimas não denunciam os casos, meninos sofrem as agressões físicas, já as garotas usam de outro método, usando intrigas e exclusão, fofoca, além de usarem a ação repetida e intencional, com duração prolongada, ocorrendo principalmente devido à falta de motivação, desequilíbrio de poder, causando também a impossibilidade de defesa da vitima. As vítimas escolhidas são as que apresentam poucas habilidades de socialização, dificuldade para reagir às agressões, características físicas, comportamento, condição econômica e orientação sexual diferente, sendo também o perfil do aluno que atua no bullying são alunos hiperativos e impulsivos, além das vitimas se tornarem futuros agressores. Outra problemática também é que o aluno vítima desse problema, ele não pede ajuda devido a ter medo de retaliações ou por não querer decepcionar os pais, mostrando fraqueza. Já o perfil dos agressores, observa-se que são de ambos os sexos, desrespeito às normas, tem dificuldade de lidar com a frustração, tem capacidade de liderança, acumula já em seu historia de escola problemas de delitos, mostra um fraco desempenho escolar, quando não insuficiente, ausenta-se de culpa, são desafiadores e muito agressivos, não respeitam autoridades, além de usar muito de má fé, mentira em seus atos e posturas.
A professora define também o perfil dos espectadores, alunos que assistem ao problema, sendo omissos das cenas de violencia, passivos, pois tem medo de se tornarem vitimas, ou senão são ativos, apoiando moralmente esses alunos, o que e muito prejudicial, pois, alimentam essa impunidade e contribuem para o crescimento do bullying. Isso piora na atualidade, pois, os espectadores e os agressores, usam da internet, o chamando Cyberlullying, tendo um efeito multiplicador e duradoura, usando do anonimato para constranger, se safando, tornado impune, expandido o problema devido à multiplicidade das redes sociais, sendo isso um problema penal, fato que o aluno tem que ter ciência que pode ser responsabilizado por isso.
A vítima do Bulliyng   tende ao isolamento,  apresenta dificuldade de participar das atividades em sala, queda do rendimento escolar, fobia, não quer ir à escola, alterações do humor, insônia, dor de cabeça, estomago, ficam irritadas e ansiosas ou senão tristes, ficam vulneráveis a desenvolver transtornos afetivos, depressão, anorexia, síndrome do pânico chegando ao ponto do suicido ou senão do homicídio coletivo, como ocorre em freqüência nos estados unidos.
A professora finaliza da necessidade de conscientização, da sensibilização do coletivo escolar e comunidade, criarem um ambiente de confiança, solidariedade, apoiar as vitimas criar regras e limites no ambiente escolar, alem de criar sansões contar esses agressores.

AULA 25 - MODULO 2 - PRÁTICAS DE CIDADANIA


AULA 25 - MODULO 2 - PRÁTICAS DE CIDADANIA

Nesta aula a professora PATRICIA JUNQUEIRA JUNTINO, da escola de artes desenvolveu o tema de prática de cidadania através de projetos, trabalhando junto à comunidade, usando a construção psicossocial. Em um processo de construção histórico e cultural, analisando a realidade social, suas transformações no viver do ser humano os conhecimentos adquiridos através dos acumulo histórico da sociedade, produzindo sentido no meio. As pessoas se organizam através de suas experiências, integracionista, reconhecimento de lógicas discursivas, reconhecendo essa construção das relações e sentidos produzidos;  estabelecem referencias onde os sujeitos viabilizam suas crenças e convicções, e a partir delas fazem escolhas. Estabelecem suas reações e circunstancias do mundo, dando sentido pessoal através de suas experiências.
 Através desses conhecimentos é que poderemos fazer as intervenções necessárias nas comunidades, para poder garantir eficiência em projetos.  O uso do conhecimento cientifico se torna um problema, pois  ignora a realidade, fracassando, havendo desistência, colidindo com crenças populares enraizadas entre os povos.
Percebe-se a  necessidade de parcerias entre os saberes; unir conhecimento local e cientifico, havendo interlocução, do contrario, haverá resistência e desistência da participação do projeto, devido a perca de sentido. É necessário aos idealizadores do projeto reconhecerem o sujeito ampliado pelas compreensões psicológicas, emocional, seu cruzamento das dimensões histórico cultural, biológico, e inter e intrapessoal, além de suas formas de produção de sentidos, que implicam em crenças e determinam posturas e modos de agir das pessoas.
 Vê-se que as relações entre o saber oficial (cientifico/médico) e o saber popular necessitam serem mediados pela compreensão do sentido construído pelo sujeito e seu coletivo. Esse ser humano e atuante no mundo, regido de convívios, dotado de racionalidade e afetividade, item muito importante, se reconhecendo que a construção do ser humano e constituído de múltiplas relações, nas relações com o outro, com a sociedade e a comunidade em que vive.
Para postular esses projetos é necessário de elementos necessários para a condução desse projeto, com vistas à promoção da saúde, caráter educativo e o reconhecimento da cidadania humano. Há a necessidade da pressuposta de reconhecimento do campo, ver as características do local, a criação de parcerias com os representantes da comunidade, pois, através delas é que vai ser levado um conjunto de demandas a serem atendidas, além da problematizarão das demandas e definição dos temas dos projetos a serem escolhidos. Deve haver uma relação simétrica, para um melhor atendimento da comunidade, atender as especificidades, como por exemplo, a valorização aos serviços públicos, ate então desvalorizada, analisando quais questões se apresentam problemas a ser superado, como o trabalho para um problema de alto índice de gravidez, onde a partir dai vai ser trabalhado a temática da sexualidade, ou outro exemplo como a violencia policial, entre vários outros.
Nesse projeto vai ser necessária a criação de um projeto, caracterização da sociedade, os objetivos a serem atingidos, quanto mais sintéticos os objetivos, melhor o trabalho a ser desenvolvido, além da necessidade da criação do publico alvo, para que possa estar trabalhando com esse grupo, a criação de grupos de apoio para atingir do problema e resolver. Ha a necessidade também da criação de metodologia a serem realizadas. A professora finalizou que a metodologia e as estratégias devem ser feitas no fim, pois ela e o procedimento escolhido para ser atingido, alem de ser importante a aportar os resultados esperados, o que se pretende alcançar, para melhor poder avaliar os efeitos impactos, além da cronologia, que e planejamento efetivo das ações, não como fixar, mas balizar o que dever ser feito se não for bem realizado, poderão ocorrer problemas, mesmo com uma boa idéia de projeto.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

AULA 24 – MODULO 2 – MIDIA E COMPORTAMENTO

 AULA 24 – MODULO 2 – MIDIA E COMPORTAMENTO


Mais uma vez o professor LI LI, fez uma conversa sobre a problemática da mídia e comportamento, onde somos diariamente bombardeados de diversos meios de comunicação, mudando e muito nossos valores, onde cultuamos de uma maneira inapropriada, onde convidou a professora Lilian Freire, da UNICAMP, traz pontos importantes sobre essa problemática. A professora cita que a infância e a adolescência e um momento em que ocorre um grande período de imaturidade e transformações físicas e psíquicas, com grandes mudanças, sendo um período dinâmico, onde se estabelecem novas atitudes, conceitos e valores, criando condutas, além de ser um período de maior vulnerabilidade ao exterior, o que causa grandes problemas se não tiver sabedoria e maturidade, alem de estar também inserindo em uma vida social, que é um processo através do qual o ser humano interioriza valores, crenças, atitudes, normas para seu grupo social, ou sociedade, as inserindo em sua personalidade, onde a mídia mais que atrapalha nesses processos, em grande parte das vezes influenciando negativamente nesse processo, ainda mais hoje com a internet e os celulares.
Ela cria modelos de conduta, seleciona informações, cria estímulos, cria condutas, aprendendo indiretamente com observação, imitações, agressividade, exposição à violência, onde as crianças não diferenciam a fantasia e a realidade. A professora cita que cerca de 7 horas por semana as crianças assistem vídeos, 21 horas de televisão, horas e horas de musica, vê relações sexuais, causando impactos negativos, como atraso no desenvolvimento do neuropsicomotor, precariedade sexual, violencia, obesidade, violencia interpessoal através do humor, principalmente em programas infantis, onde usa heróis como violencia como um meio justificável, causando problemas físicos e mentais, condutas agressivas, normalização da violencia, medo, depressão, pesadelos, distúrbios de sono, entre outros, tendo uma falta de educação sexual muito grande por parte dos pais e da escola, não discutindo esses problemas, não existindo em seus currículos.
Não se discute também a questão da auto-estima. Cita a dificuldade da internet onde de forma muito fácil se tem acesso a diversos tipos de informações, como sexo, pedofilia, discriminação, entre outros. Quanto à mídia a professora cita que diminui o uso de atividades físicas, menos gasto energético, socialização, fim da leitura e interação entre amigos, onde o mundo virtual é mais interessante, fugindo do mundo real. Cita também os videogames, que aumenta o aprendizado, mas ao mesmo tempo cria problemas agressivos, retaliações, entre outros, como a desensibilização da dor, violência verbal, aumentando o tempo gasto com o jogo, devido à repetição, pois a computação gráfica faz com que esse mundo virtual encante mundo perdendo a noção de diferença.
A professora foca também o uso de drogas, aumentando o consumo de cerveja, a força da publicidade nesse incentivo, onde a escola deve estar atenta a isso, repensar o ensino de mídias, monitoramento, além de alertar os pais desses problemas, onde esse assolamento de informações, necessitando a consciência e maneiras de proteger esse uso, havendo a necessidade desses assuntos serem discutidos no ambiente escolar.

AULA 23 – MODULO 2 – O USO DE SUBSTÂNCIAS PSICOATIVAS


AULA 23 – MODULO 2 – O USO DE SUBSTÂNCIAS PSICOATIVAS

Falando do uso de drogas, o professor trabalhou nesta aula, o uso de substancia psicoativo, onde achamos que são apenas drogas pesadas, no trafico. Convidou a professora Renata Azevedo, professora da UNICAMP, onde trabalha no núcleo de drogas da UNICAMP, onde citou que é um tema de grande preocupação na unidade escolar e na sociedade, onde mostrou  vários aspectos,  a tendência natural a droga ilícita, mas não podemos perder de vista que outras varias substancias estão à disposição na vida das pessoas, e achamos prazerosas, mas causam sérios problemas em nossa vida, como o álcool, medicamentos, cigarro, e remédios afins que causam em uso abusivo criar dependência, causando alterações no senso perceptível, sendo licitas e ilícitas, onde, mesmo no caso do álcool e do cigarro, causam problemas, e suas restrições, lei seca, dirigir sem estar alcoolizadas, além de varias leis não cumpridas onde e também proibido a venda de cigarro e drogas para menores de idade, alem da forma que trabalham no cérebro e suas conseqüências, buscando prazer especifico, como relaxamento, ansiedade, novas experiências, onde ha muitas diferenças entre si, alem do problema do adolescente que mistura essas drogas causando efeitos piores, aumentando o risco e o potencial dano, precisando ser divulgado e mostrado, onde devem ser mostradas essas informações, principalmente no seu duplo uso, causando uma disfunção cerebral, onde de um tempo para cada tem uma pesquisa muito grande sobre, mudando também que a dependência um fenômeno genético ate então pouco usado e trabalhado, e esses fatores precisam ser divulgados, distorcendo essa visão moralista, sendo discriminadas em sociedade, havendo pouco tratamento formal para essas pessoas.
 A professora cita também que aumentou e muito o uso de drogas nas ultimas décadas, da  felicidade química, do prazer imediato, cultura e muito incentivada, alem também das experiências das drogas cada vez mais novos, aumentando o dano do risco, causando a dependência, causando grande preocupação entre os especialistas, sendo a media do uso de drogas em torno dos 11 anos, causando conseqüências coletivas, e individuais, sendo uma fuga, causando diversos problemas, no ambiente de trabalho na escola, e na vida em sociedade.
Se esse uso e danoso, e ha uma grande informação, a professora questiona por que se continua usando drogas em grande quantidade, onde cita que o aspecto, é a idade, ha uma grande curiosidade, seu convívio, onde pais e mídia devem estar informando isso, além dos professores, estarem capacitados, e conversando sempre sobre esse assunto, e a cada oportunidade, sempre estar informando seus riscos, para que ele possa estar informado ao tomar decisões, e que mesmo assim ocorrem problemas, e que a vulnerabilidade e um grande fator desse consumo, seus conjunto de auto-estima, sua sociabilidade, exclusão da sociedade, bullying, além da questão da coerência dos adultos com o padrão de uso de drogas e consumo, onde os pais devem repensar a questão do consumo, onde a sociedade neoliberal esta causando sérios problemas, havendo a necessidade de se repensar isso, e o convívio a mostra dessas drogas também mostra sua influencia, alem dos pais estarem sempre atentos para detectar problemas, se essa problemática esta havendo freqüência, e caso não consiga, pedir a ajuda a um especialista ou um profissional, monitorando sempre, não deixando criar uma dependência, e caso isso correr, usar as psicoterapias, se auto-avaliariam, ajudar nas abstinências, fazendo um trabalho psiquiátrico, alem de analisar se esses adolescentes têm casos de depressão.
O professor finaliza questionando o conteúdo aprendido em vídeo, onde questiona como o professor trabalhar essa problemática em sala de aula, na questão da interdisciplinaridade.

AULA 22 – MODULO 2 – DIVERSIDADE E PLURALIDADE CULTURAL NA ESCOLA


AULA 22 – MODULO 2 – DIVERSIDADE E PLURALIDADE CULTURAL NA ESCOLA

Nesta aula a professora Daniela Kowaleski, socióloga da educação, onde trabalhou a temática da pluralidade no ambiente escolar, onde como nós educadores lidamos com isso. O objetivo da aula foi  levantar discussões e conceitos para por em nossas práticas diárias, que é a importância no âmbito escolar, seus valores para que essa diversidade seja contemplada, além dos históricos e diretrizes sobre o tema e experiências de sucesso nessa área educacional. A professora  nos fez lembrar que no Brasil a diversidade marca nossa vida social principalmente pós 1990 onde todos tiveram acesso  ao ambiente escolar, deixando de ser elitista, aonde todos os setores da sociedade chegaram a esse ambiente e que, naturalmente se cria uma dificuldade de lidar com diferenças, pluralidade cultural, onde não sabemos por dentro todas essas diferenças, bem distintas. Há também o questionamento nessa montante estar escolhendo os currículos, que focar e abordar, sendo um grande desafio do professor, tudo disso focado em sua tese de mestrado em que tratou das diferenças culturais na educação - discursos, desentendimentos e tensões.
Citou que a diferença tem categorias, usando o texto o nome dos outros, por mostrar elementos em consideração no que diz respeito à diversidade, a grande tensão existente no ambiente escolar, classificando em três níveis, que é o outro como fonte de todo mal, o outro como sujeito pleno e o outro como alguém a tolerar, itens usados inclusive por regimes totalitários como o nazismo, a escravidão, etc. Sabemos abordar as diferenças, mas não damos importância a suas outras ações culturais, onde temos que lembrar que os outros tolerados também são os outros desprezados, onde não trabalhamos e incentivamos essas diferenças. A escola e uma instituição cultural e muito privilegiada, onde criticamos e elogiamos essa diversidade.
A professora usou uma charge do cartunista Tonucci bastante formosa, onde questiona a avaliação dos professores, junto ao nosso alunado, onde alegam que apenas o normal é o aluno que aparece mostra semelhança para com o professor, onde devido à arbitrariedade, que são aceitamos que é idêntico a nós professores.
Mostrou que as diretrizes de âmbito federal que trabalham essas temáticas, que, ha muito pouco tempo que essas diretrizes chegaram à unidade educacional, tornando-se, lei a partir da CF de 1988, onde a pluralidade passa a ser considerado com todos os povos e etnias, onde em 1996 a LDB também afirma isso, aumentando o foco na educação indígena, e, em 1998 com os PCNS, é que a pluralidade passa a ser um tema transversal trabalhado em sala de aula, mostrando um grande avanço, trabalhando de forma transdisciplinar. Já em 2003, torna a obrigatoriedade do ensino da áfrica nas unidades escolares, devido à grande insistência da comunidade, negra, que se estende a nessa obrigatoriedade para os indígenas, e em 2005 sai essas diretrizes, documentação amplamente divulgada no ambiente escolar, onde traz uma serie demandas dos movimentos negros.
Em 2007 há outro marco que e a criação do programa ética e cidadania, com a questão também da entrada da inclusão, idéias de atividades para ser trabalhado entre os professores. Em 2010 o presidente lula assina também o Estatuto da Igualdade Racial onde combate de forma dura problemas como discriminação racial, que é considerado como a distinção, exclusão restrição ou preferência baseada em etnia, descendência ou origem nacional, tornando crime à desigualdade e usados como formas de diferenciação ao acesso a bens públicos e privados, além de citar que a população negra é formada por toda pessoa que se considera negra, independente como for. A professora mostra grandes diferenças de leis anteriores dos conceitos de racismo, totalmente alterado com a de anos anteriores.
O termo mais polêmico, das cotas raciais ficou de fora das cotas, item de grande pedido da comunidade e que foi excluído. Para finalizar a aula a professora cita, que são temas que devam ser divulgados e expandidos para a comunidade escolar, e que não devemos tornar as diferenças como exóticas, mas sim respeitar, pois esta sendo divulgado de forma muito tímida, e que é necessário o professor mudar de postura no que diz respeito às diferenças, onde cada professor deve criar sua forma, respeitando toda legislação, tornado a unidade escolar mais justa.

AULA 21 – MODULO 2 – ASSEMBLÉIAS ESCOLARES


AULA 21 – MODULO 2 – ASSEMBLÉIAS ESCOLARES

Nesta aula foi apresentada outra parte do projeto do professor Pátaro, onde focou as assembléias escolares, situações de conflito, fato que é pouco incorporado , onde através dos votos os alunos decidem o rumo escolar, na escola comunitária de Campinas, onde relatou todo o inicio dessas assembléias, na década de 1970, onde sempre focou a participação do aluno, no ensino da moral. Houve também relato da experiência pelo professor Ulisses, onde cita também a coordenadora da unidade, falando que este projeto já faz parte a seis anos, focando a democracia, onde todos têm lugar para expor pensamentos, criticas propor novos trabalhos, onde acreditam também que e dever escolar o ensino de valores, autonomia, de ele próprio resolver seus próprios problemas. Foram citados os três tipos de assembléia, da de classe, como função de regular ações dos alunos dentro da sala de aula, onde em cada sala ha um espaço onde de forma espontânea, colocam suas criticas e solicitações, onde é um espaço no canto da sala, feito de cartolina.
Focou como são montadas essas assembléias, feitas de forma aberta, coletiva, com o envolvimento de todos, criticando fatos ocorridos e não diretamente as pessoas, protegendo a criança com atitude inadequada, tirando, não a deixando exposta. E um espaço de discussão, critica, resolução de problemas onde todos aprendem, começando com rodas de conversas, trazendo seus problemas, onde pouco a pouco a escola foi formalizando, através de uma metodologia flexível, partindo desde o ensino infantil, tendo responsáveis muito bons, que até hoje, ele funciona perfeitamente, chegando a um momento que as decisões, são feitas pelos próprios alunos e não por parte dos professores. A assembléia em sala funciona a partir da primeira série, onde o projeto e efetivamente realizado, começando com uma história da assembléia dos ratos, passando para o aluno que é uma tentativa de solução de problemas, e exposições de casos de sucesso, onde e levado em conta. Apos a assembléia, e feito uma votação onde e decidido o que deve ser feito para tomar soluções para correção. Tudo para o trabalho da cidadania, mas ao mesmo tempo implica um trabalho a mais para os pais ao qual aceitam, pois cria alunos questionadores, críticos, criando uma nova postura para o relacionamento entre pais e alunos. Ali se discute varias problemáticas na escola, como cantina, animais na escola, onde tudo e resolvido em sala de aula e as medidas são tomadas ali mesmo. Ha também a assembléia semestral onde se reúne toda unidade escolar, envolvendo professor, alunos, funcionários e direção, onde se expõe todas as problemáticas da unidade escolar e relação para com os alunos e escola, onde se explica todas as regras e o porquê das decisões.
Nessa condução o professor deve ter um papel fundamental de educar, orientar, explicar o porquê das situações, fazendo as intervenções corretas, mas ao mesmo tempo o orientando. O professor Ulisses comenta que essas assembléias ha uma considerável redução da indisciplina no ambiente escolar, que ela não e mágica, mas ela torna comportamentos indesejados, deixando em níveis democraticamente aceitáveis, diminuindo problemas, passando a dialogar os problemas do cotidiano, mas não e o grande foco, mas sim a construção de valores, combatendo outro problema da escola que e o preconceito o bullying escolar. Por fim ha a assembléia dos professores, onde mensalmente os professores se reúnem com a direção escolar, para discutir as relações entre professores, a relação acadêmica, escolar, problemas e soluções, alem de combater uma grande resistência entre os professores, servindo de mesma experiência que o aluno passa diariamente, onde o professor fica preparado a todo instante.
O professor Ulisses comenta que ha mais de um século isso e usado na unidade escolar, onde e uma metodologia usada em todas as unidades escolares, onde o professor deva estar preparado, dispostos abrir, escutar e ouvir os alunos, devido a seu pequeno espaço de abertura, onde devemos acreditar nesse principio participativo, dependendo da boa vontade da unidade escolar.

AULA 20 – MODULO 2 – BULLYING


AULA 20 – MODULO 2 – BULLYING

Nesta aula a professora Paula Fernandes focou o tema Bulliyng, item ainda sem tradução no português que nada mais é que um comportamento agressivo entre estudantes, sejam físicas, verbais, morais e que ocorrem repetidas vezes, sem motivação evidente e realizada por vários estudantes, contra outro em uma relação desigual de poder, sendo na sala de aula, inicio da aula e no intervalo os principais locais onde ocorre este tipo de problema. Pudemos perceber  que esse problema não ocorre apenas no Brasil, mas é um fenômeno mundial, grande problema a ser enfrentado, onde cerca da metade das crianças em idade escolar já foram vitimas desse problema, mas apenas 10% são vitimas freqüentes desse problema, também em garotos, ocorrendo intimidações físicas, ameaças, atos violentos e nas meninas ocorre uma diferença devido ao uso das agressões verbais, atos de exclusão, além da difamação.
A professora comentou também sobre o perfil dos agressores, usam de um comportamento hostil, onde o aluno se acha melhor, superior, intocável, além de acreditar que não sofrerá punição por esse tipo de problema dentro da unidade escolar. Seu perfil também indica uma família desestruturada, com pais opressores, violentos, agressivos, e que também já foi algo de discriminação, além também de terem transtornos de conduta, déficit de atenção, TDAH, entre outros.
Quanto aos alvos desses alunos, são pessoas quietas, inseguros, com poucas habilidades sociais, poucos amigos, sem capacidade para reagir aos atos de agressividade, são também fisicamente frágeis fracos menores, além de também serem alunos novos e vindos de outra unidade escolar, como também de diferentes religiões, e etnias diferentes, como negros, judeus, nordestinos, entre outros.
A professora citou também da questão das testemunhas desses problemas, que por medo, por questão de se preservarem acabam se isolando e não tomando atitudes, com o medo de serem outras vítimas dessas pessoas. Citou que devido à questão da impunidade, é o grande causador de os alunos que são vítimas denunciarem esses problemas. Há também a questão do Cyberbullying, que e descriminação através de redes sociais, emails, chats, criação de comunidades causando a queima da imagem desses alunos. A professora falou sobre os problemas sociais dessa atividade, da questão da baixa estima queda do rendimento escolar, o aluno não quer ir à escola, abandono nos estudos, e outros transtornos, como depressão e pânico.
As principais ofensas são os apelidos, ameaças, agressão, hostilização, ofensas, etc, O grande questionamento da professora é como lidar com essas situações, e quais as atitudes que o professor deve estar intervindo nesses problemas, em principalmente identificar esses problemas de forma rápida, dar informação e conscientização sobre essa problemática, dar encaminhamento médico e também ao psicólogo sobre estes problemas, orientação aos pais, professores, de como lidar com esses problemas e medidas de controle contra o comportamento, além de tornar o ambiente agradável seguro e acolhedor para esses alunos.
Há a necessidade de programas antibullying, que são ensinamentos a pais e comunidade de estratégias para lidar com esses problemas, para orientação desses problemas, darem acolhimento, além de estimular a informação sobre esse assunto, criação de palestras sobre esse tema, debates, atividade que considerem o respeito mútuo, a relação entre alunos, comitês para conseguir perceber essa prática em sala de aula, fornecer auxilio a pessoas que sofreram vitima, além de encaminhamento para os casos mais graves para que haja exemplo e não continue esse problema.

AULA 19 – MODULO 2 – VIOLENCIA NA ESCOLA


AULA 19 – MODULO 2 – VIOLENCIA NA ESCOLA

Focando a violência na escola o professor LI LI, citou nesse ponto nas unidades escolares, uma realidade em nossos dias (o uso de armas, entre outros, como ameaças físicas e verbais), nos traz à necessidade da discussão desse tema.  A professora do Departamento de Pediatria da UNICAMP, foi convidada para explicar sobre o assunto. Ela nos falou  que a adolescência é o momento crítico da vida do ser humano no qual ocorrem intensas mudanças biológicas, cognitivas, emocionais e sociais, e que também se decide padrões de comportamento, havendo também um período de grande vulnerabilidade e risco, e que possíveis trajetórias estão intimamente relacionadas com as vivências e aprendizagens ocorridas na fase da infância. Foi citado também que os problemas psicológicos ocorridos na adolescência, como o abuso de substancias, problemas de internalizarão, perturbações emocionais, depressão, ansiedade, além também de problemas de externalizacao, que são problemas comportamentais, ou de atuação, sendo que o problema mais comum é o comportamento delinqüente, causando grandes problemas sociais, como violência, banalização entre outros.
Quanto à conduta, citou que é um transtorno caracterizado por um padrão de comportamento anti-social repetitivo e persistente em crianças e adolescentes, às vezes é classificado como psicopatológico, incluindo a desobediência, birras, brigas, destrubilidade mentira e roubo, ocorrendo em sua maior parte entre os meninos. Entende que é um problema de saúde publica, pois, esses problemas gerarão e trarão conseqüência com a criação de uma geração de adultos violentos, devido a esse abuso de agressões físicas, abuso de álcool, drogas, acidentes, crimes violentos, suicídio, além da paternidade negligente e abusiva.
Olhando os dados na realidade brasileira, observou-se um aumento de 500 % em algumas regiões brasileiras nos últimos dez anos, tendo um aumento absurdo em comparação a ultima década, e, a região sudeste e a norte são as regiões brasileiras onde é o maior o crescimento desses valores, onde ate agora não se conseguiu uma maneira de amenizar estes problemas, órgãos como fundação Casa ainda não conseguiram resolver esses tipos de problemas, de mudança de comportamento e postura.
Como fatores de risco para esses distúrbios, de conduta e delinqüência, Há os fatores de risco individuais, características biológicas, comportamentais, cognitivas do indivíduo, fatores contextuais como familiares e sociais, e várias fontes de risco de forma cumulativa, que resultam em sofrimento físico, emocional, levando a delinqüência juvenil. Entre os fatores familiares, há um grande problema na questão da disciplina, de fatores que envolvem a família, famílias disfuncionais, falta de interesses dos pais, onde não se preocupam para com os seus filhos, doenças mentais nos pais, pobreza, fracasso escolar, desemprego, pobre rede de relaciomentos, perdas pessoais significativas, significativas da família por meios violentos, e muitas vezes presenciados por eles próprios. Quanto ao nível sócio econômico, deve-se diferenciar entre pais negligentes, e o não poder atender suas necessidades por falta de condições sócia econômicas, baixa escolaridade, tendendo-se a serem mais autoritários, já as causas de longo prazo, como a exposição, além do consumo de álcool e drogas, como também morar em áreas pobres e densamente povoadas, negligencia parental, padrões de cuidados inadequados, comportamentos anti-sociais, agressividade, temperamento impulsivo, baixa inteligência, evasão escolar.
Observou-se que os meninos têm uma tendência maior entre os meninos de se envolver com violencia, e que garota tem uma tendência menor de se envolver com problemas de violencia, só em casos de risco, como também as condutas violentas, que geram roubo furtos roubo furtos agressões intencionais para obter ganho ou resultante da conduta criminal e anti-social, associada à maior prevalência, do uso de álcool, maconha drogas, caindo seu desempenho escolar, atitudes erradas, baixa auto-estima, alto uso de drogas, entre outros.
Por fim o Professor LI LI questionou como cada escola lida com o problema da violencia escolar, onde isso se deve ser discutido em sala de aula.

AULA 18 – MODULO 2 – VIOLÊNCIA E EDUCAÇÃO


AULA 18 – MODULO 2 – VIOLÊNCIA E EDUCAÇÃO

            Neste encontro discutindo o problema da violencia na escola a Professora Flávia Schieling, ilustrou seu trabalho, comentando que isso era uma temática que se discute, mas com um pesar muito grande, pois, na sua visão ela acha, alias todos acham que não deveria existir nesse ambiente, questão muito difícil onde se deviam trabalhar outros temas, porém é necessário.
Falar sobre o tema  não e tarefa fácil, ao definir violência, como algo mudo, sua característica e a quebra de discurso, se revelando fraco, escasso, pobre, para compreender o que aconteceu, ha o desarranjo do discurso havendo um corpo a corpo. A professora comenta uma frase de Samarago, onde ele propõe que se puder ver, repara se e difícil falar da violência, não e uma impossibilidade, pois nossa tendência e a negligência, o desvio do olhar, e quem sabe haver a necessidade do reparar, de sarar, consertar a situação, sendo esse o grande foco.
A segunda questão a ser discutida, nesse tema, onde a professora vê que esse problema penetrou-se por todo mundo, não apenas no ambiente escolar, tendo haver com a questão do silêncio, tendo a necessidade de se fazer algo, através de políticas públicas, sendo um grande desafio, onde se deve fazer diagnósticos, estabelecerem conexões, através de dois eixos, da necessidade de diagnosticar, e imaginar possíveis formas de ação para resolver isso.
Mas o que a escola pode fazer para resolver essa problemática, quais são suas obrigações, suas intervenções, nesse processo, quais suas precauções, o que lhe compete e o que não lhe compete? O que a docência pode tentar fazer para resolver isso? Ha a necessidade de conexões, entre instituições, parcerias, para agir nesse problema, pois a escola infelizmente não resolvera sozinho esse problema, pois observamos que lá são jogados todos os problemas da sociedade, será mais esse um problema a ser jogado? Percebe-se que são queixas difusas por parte das escolas, compondo um ambiente violento, e para agir, e que na violencia contam-se diversas problemáticas, como vandalismo, ameaça ofensas, quais violências das varias violências é o problema da escola.
Em um mestrado do professor Paulo Neves, onde ele diz que uma realidade enfrentada é que as garotas estão tendo maiores problemas que garotos, perturbando uma ordem, quebrando discursos, criando um medo, uma idéia de que a violencia perdeu o controle, vindo inclusive do sexo feminino, algo até então inédito. Ha múltiplas formas de violencia na escola, e o olhar ajudam a perceber quais são os problemas, alem das queixas e denuncias do dia a dia escolar, havendo uma generalização, da violencia do entorno escolar que entra na unidade como gangues, tráfico de drogas, questões territoriais fora da escola e que chegam ate ela, não sendo produzido na unidade escolar, pois ela não e alheia ao território onde esta além de haver escolas em áreas violentas e através de barreiras conseguiu deter esse problema, construindo relações interessantes, obtendo proteções em sua volta.
Há a necessidade de a escola criar parcerias, soluções nessas comunidades, para diminuir esse problema, alem de combater preconceitos, sendo que a unidade escolar não deterá o crime organizado, das drogas, mas ela possa construir acordos através de projetos com a comunidade, para barrar isso. Ha também a violencia familiar que também acaba chegando à unidade escolar, entrando de forma silenciosa, que a agressividade se da por situações da família, onde se deve fazer algo, criar diálogos com esses alunos, não criando preconceitos, mas conversar, investigar, criar ligações com setores da área da saúde, conselho tutelar, membros da família, afinar o olhar, perceber, atuando na medida do possível. Outra violencia preocupante na unidade escolar, entre alunos professores, é a questão racial, o preconceito, e violências cometidas pela própria escola, nas falas de alunos, docentes, pais, conflitos, desencontros, havendo um momento que o aprender, o ensino se esvazia, perde o sentido, perdendo a paixão, vistas como escola de passagem, adultos isolados e fragilizados, a direção perde o controle, não ha mais aprendizado, criando um fracasso escolar por completo nessa unidade escolar.
A professora finaliza que não e uma tarefa fácil, um grande desafio, que a falta de um coletivo unido dificulta o comprometimento do trabalho, prejudicando e muito o alunado, havendo a necessidade de reestruturações de secretarias de Ensino, devendo ser apoiantes da prática dos professores, estando juntos, investindo, não criando um conflito, uma luta de classes. É possível agir, não e impossível ha a necessidade de pensar, detectar, como onde, com quem, contra que esses problemas ocorrem olhar, ver, reparar para ter estratégias para mudanças.