segunda-feira, 22 de novembro de 2010

AULA 18 – MODULO 2 – VIOLÊNCIA E EDUCAÇÃO


AULA 18 – MODULO 2 – VIOLÊNCIA E EDUCAÇÃO

            Neste encontro discutindo o problema da violencia na escola a Professora Flávia Schieling, ilustrou seu trabalho, comentando que isso era uma temática que se discute, mas com um pesar muito grande, pois, na sua visão ela acha, alias todos acham que não deveria existir nesse ambiente, questão muito difícil onde se deviam trabalhar outros temas, porém é necessário.
Falar sobre o tema  não e tarefa fácil, ao definir violência, como algo mudo, sua característica e a quebra de discurso, se revelando fraco, escasso, pobre, para compreender o que aconteceu, ha o desarranjo do discurso havendo um corpo a corpo. A professora comenta uma frase de Samarago, onde ele propõe que se puder ver, repara se e difícil falar da violência, não e uma impossibilidade, pois nossa tendência e a negligência, o desvio do olhar, e quem sabe haver a necessidade do reparar, de sarar, consertar a situação, sendo esse o grande foco.
A segunda questão a ser discutida, nesse tema, onde a professora vê que esse problema penetrou-se por todo mundo, não apenas no ambiente escolar, tendo haver com a questão do silêncio, tendo a necessidade de se fazer algo, através de políticas públicas, sendo um grande desafio, onde se deve fazer diagnósticos, estabelecerem conexões, através de dois eixos, da necessidade de diagnosticar, e imaginar possíveis formas de ação para resolver isso.
Mas o que a escola pode fazer para resolver essa problemática, quais são suas obrigações, suas intervenções, nesse processo, quais suas precauções, o que lhe compete e o que não lhe compete? O que a docência pode tentar fazer para resolver isso? Ha a necessidade de conexões, entre instituições, parcerias, para agir nesse problema, pois a escola infelizmente não resolvera sozinho esse problema, pois observamos que lá são jogados todos os problemas da sociedade, será mais esse um problema a ser jogado? Percebe-se que são queixas difusas por parte das escolas, compondo um ambiente violento, e para agir, e que na violencia contam-se diversas problemáticas, como vandalismo, ameaça ofensas, quais violências das varias violências é o problema da escola.
Em um mestrado do professor Paulo Neves, onde ele diz que uma realidade enfrentada é que as garotas estão tendo maiores problemas que garotos, perturbando uma ordem, quebrando discursos, criando um medo, uma idéia de que a violencia perdeu o controle, vindo inclusive do sexo feminino, algo até então inédito. Ha múltiplas formas de violencia na escola, e o olhar ajudam a perceber quais são os problemas, alem das queixas e denuncias do dia a dia escolar, havendo uma generalização, da violencia do entorno escolar que entra na unidade como gangues, tráfico de drogas, questões territoriais fora da escola e que chegam ate ela, não sendo produzido na unidade escolar, pois ela não e alheia ao território onde esta além de haver escolas em áreas violentas e através de barreiras conseguiu deter esse problema, construindo relações interessantes, obtendo proteções em sua volta.
Há a necessidade de a escola criar parcerias, soluções nessas comunidades, para diminuir esse problema, alem de combater preconceitos, sendo que a unidade escolar não deterá o crime organizado, das drogas, mas ela possa construir acordos através de projetos com a comunidade, para barrar isso. Ha também a violencia familiar que também acaba chegando à unidade escolar, entrando de forma silenciosa, que a agressividade se da por situações da família, onde se deve fazer algo, criar diálogos com esses alunos, não criando preconceitos, mas conversar, investigar, criar ligações com setores da área da saúde, conselho tutelar, membros da família, afinar o olhar, perceber, atuando na medida do possível. Outra violencia preocupante na unidade escolar, entre alunos professores, é a questão racial, o preconceito, e violências cometidas pela própria escola, nas falas de alunos, docentes, pais, conflitos, desencontros, havendo um momento que o aprender, o ensino se esvazia, perde o sentido, perdendo a paixão, vistas como escola de passagem, adultos isolados e fragilizados, a direção perde o controle, não ha mais aprendizado, criando um fracasso escolar por completo nessa unidade escolar.
A professora finaliza que não e uma tarefa fácil, um grande desafio, que a falta de um coletivo unido dificulta o comprometimento do trabalho, prejudicando e muito o alunado, havendo a necessidade de reestruturações de secretarias de Ensino, devendo ser apoiantes da prática dos professores, estando juntos, investindo, não criando um conflito, uma luta de classes. É possível agir, não e impossível ha a necessidade de pensar, detectar, como onde, com quem, contra que esses problemas ocorrem olhar, ver, reparar para ter estratégias para mudanças.

Nenhum comentário:

Postar um comentário