VIDEOAULA 1 – AS REVOLUÇÕES EDUCACIONAIS
AULA 1 - AS REVOLUÇÕES EDUCACIONAIS
Na aula introdutória o professor Ulisses Araújo, comentou como se deu todo o processo educacional ao longo da história, a escola contemporânea nossa, problemas, desafios para poder enfrentar ao longo do percurso, usamos como referencia na aula o livro DE JOSE ESTEVE, no livro, REVOLUÇÕES EDUCATIVAS, onde comenta sobre a quem se destinava, desde a primeira revolução educativa, ha 2500 anos atrás, no Egito Antigo, nas casas de instrução espaços dedicados aos estudos dos filhos dos faros, durante cerca de dois mil anos. Vê se que a escola sempre se destinou a aristocracia, apenas para os filhos dos nobres, da elite, extrema parcela da população, individualizada, onde havia até um professor por aluno, dos receptores, como de José Bonifácio fez na educação de DOM PEDRO II, passando toda uma instrução preparando para o reinado. Logo após na segunda revolução educacional, onde ocorreu grandes marcos, pós sec. XVIII onde os estados nacionais se consolidam e se formam, como na França, Prússia, Rússia, Itália começa a se consolidar os estados Europeus, onde o rei precisa consolidação inclusive na educação, exemplo disso onde o rei Guilherme II, traz a obrigação da educação pública para o Estado, deixando essa obrigação da igreja, é a partir daí que dá continuidade e mantém até os dias atuais, na educação de quatro paredes, orador, conteudista, reservado, arquitetura que se mantém até hoje, e ajuda a entender o modelo atual de escola.
O professor, se mantêm, transmitindo conhecimento, que estudou, obteve condições para que isso fosse possível, ler, acesso caro e restrito, transmitindo esse conhecimento guardado para os alunos, através de simples equipamentos até hoje também muito sólidos como a lousa, em uma posição superior, detentor do conhecimento, passando a quem não sabe e desconhece. Outro item é a exclusividade do sexo masculino, excluindo a mulher, restrita, para poucos, onde 10 % da população tinham acesso a isso.
Esse período foi marcado pela exclusão onde poucos tinham acesso, a questão do tamanho, poucos alunos, homogênea, a questão da etnia, onde todos tinham a mesma postura, corte de cabelo, vestimenta, cor, roupas, ficando de trás a questão do gênero, homogeneização, de acordo com a estrutura econômica, da época, em uma sociedade agrária e conservadora, onde pouquíssimas pessoas tinham a necessidade de estudo. O aluno com dificuldade de atenção, de aprendizagem, qualquer diferença, era totalmente excluído pelo professor, o qual desafiava o professor.
Logo após chega a terceira revolução educacional, começando a se configurar, no século XX, pós década de 20 e 30, e apenas nos últimos 20 anos no país, onde ocorreu o processo de universalização da escola atingindo a todos, havendo a democratização, abertura, abertura da economia, onde todos necessitam de pessoas mais bem instruídas, necessitadas, algo extremamente muito bem pensado pelas pessoas, devido a nossa realidade da sociedade do conhecimento, onde todos devem estar no interior da escola, tendo um reflexo muito grande na sala, de aula havendo a inclusão das diferenças, sejam sociais, econômicas, físicas, culturais, raciais, ideológicas, gênero, entre outros, pautando todo o desenvolvimento da disciplina, o grande desafio do professor e como saber lidar com todas essas diferenças dentro da sala de aula, onde cabe ao professor a grande tarefa de resolver esse problema, gerando os maiores desafios da educação, onde como se conciliar a acessibilidade, para dar acesso a todos, manter também a equidade, que é que todo tem os mesmos direitos, além da questão da qualidade na educação, dar acesso a qualidade, de forma satisfatória, fazendo uma verdadeira reconfiguração na escola, pensada apenas para 10% para a população. Será que estamos preparados para isso?
/ Infelizmente segundo o professor ele não esta preparado para tudo isso, onde nossa geração precisa estar reinventada essa escola, como ela deve estar preparada para a escola, para que haja sucesso no processo educacional, o uso de novas tecnologias, técnicas, entre outros, que compete a nós buscarem caminhos, mudanças para que haja sucesso.
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INTERDISCIPLINARIEDADE E EDUCAÇÃO
Nesta aula o professor refez a importância da interdisciplinaridade, usando novamente o projeto trandisciplinar da cidade de Campinas usando o estudo do meio, foi visualizada a importância do trabalho em projetos, usando um projeto da cidade de Campinas, onde foi comentado que para os professores a interligação das matérias, através de um rio local, chamado Anhumas, próximo a uma escola local muito presente na vida das pessoas, havendo uma parceria entre a UNICAMP e a Secretaria da Educação, havendo a união das matérias de português, química e geografia, usando trabalhos de estudo do meio, visitando o local, o ambiente exterior, usando a transversalidade, que surgiu como necessidade onde as disciplinas não mudem de objetos havendo uma interligação mais fortes das disciplinas, usando temas, e valores da educação básica, usando principalmente o ensino de Valores. Usa-se a transversalidade para usar eixos como o meio ambiente, fato de interesse dos alunos usando os problemas e a realidade local, como enchentes, lixo depositado na rua, etc. Os professores usaram o estudo do meio, observaram os resíduos químicos, e o esgoto usado na rua, mostrando que os itens se transversalizam, todas as matérias se casando umas com as outras, mostrando desde o processo geológico que o formou, a geomorfologia do lugar, até as reações químicas, e os professores de português, mostrando à escrita. Querem usar a regionalidade do lugar, para chamar o aluno, fazer com que o aluno tente compreender o mundo, ler o mundo, dividos por matérias, como preveu Descartes, item que ele dividiu através da metodologia científica. Devemos usar esses conteudos para os alunos como um meio e não como a cientificidade como tanto fala a escola, mostrando esse movimento que ganha força, desde o século XVII mudando a teoria de Descartes, de não estar fragmentando todo esse conteudo, ficar fácil e entendivel para o aluno, trazer sentido para o aluno e interesse para a escola. Mostra também Morin onde comenta que a escola ao passar para o aluno não repassa como deveria esse conteúdo, facilitando-os, para que possa ser entendido para o aluno o que é totalmente errado, devendo vencer essa separação de disciplinas e facilitar, mudando totalmente o conteudo, mostrando a importancia dessa religacao de tudo.
CIENCIA E EDUCAÇÃO
Nesta aula o professor focou uma visão mais ampla da importância do ensino de ciências na realidade escolar, desde a vida pessoal, com uma visão mais ampla, todo seu processo histórico, desde a vida da gente, transpondo como trabalho do professor na realidade escolar. Citou o conteúdo escolar, como o discurso do professor, alegando ser insuficiente, falando que o currículo e a criação de habilidades e competências para o professor, onde fazer do aluno pensar, falando que a ciência e o conjunto deste conteúdo. Ele também centrou a importância da ciência na escola, não se tratando de dicas, mas de filosofar e refletir o trabalho, para que haja aprendizado.
A CIENCIA COMO APRENDIZAGEM: Mostrou essa importância do ensino, ao quando o aluno ler o jornal diário, a visualização de um diário, o entender o rótulo de um alimento, ou a bula de um medicamento, há a necessidade de linguagens cientificas e matemáticas.
Uma primeira função das aulas de é promover o domínio dessas linguagens, em um nível compatível com a etapa escolar. A criança e jovem deve ter esse domínio, entender a previsão de temperatura, mas principalmente por que dessas simples compreensão desses processos, como o jornal de uma emissora, onde citam todos esses fenômenos, desde físicos, científicos, corrupção, a escala Richter, o porquê dessas diferenças, o uso da física. Ou já a área farmacêutica, o uso e entendimento de bulas, rótulos de alimentos, darem informação para consumidor, fazer com que ele entenda todo o domínio dessas linguagens, matemáticas cientificas, não da forma como é na atualidade, de modo a que dominem suas pessoas, na sua vida, isso em todas as ciências, geológicas, químicos, físicos, e biológicos.
A ciência deve ser promovida de forma como linguagem na escola, além também como um referencial prático, exemplo disso, é ao observar uma conta de energia e decidir pela troca de um chuveiro elétrico por outro a gás ou distinguir um resfriado de uma virose mais grave, são só simples exemplos da necessidade desses entendimentos que os alunos devem ter, sendo importância que os alunos reconheçam esses conhecimentos como seu instrumental, seu cotidiano e não apenas como restrito a cientistas, fora da sua realidade. Outra reflexão é a questão ambiental, do excesso de um banho demorado, caso ele queira isso, trocar-se por alternativas, aprender com o que o aluno reflita sobre isso, implicando o aluno a fazer cálculos matemáticos, físicas, químicas, além de envolver as áreas da saúde, ao identificar uma meningite, etc., tudo conhecimentos relativos à ciência do dia a dia.
O professor citou também o uso de produtos químicos, o entender as determinações, usando o produto veja, o porquê de não usar em áreas quentes, devido às reações químicas. A ciência é uma coisa nossa, e não de um cientista, nos fazemos ciência em todo nosso cotidiano, para que entendemos esse mundo atual, onde várias coisas ainda não estão bem resolvidas, onde devemos ter a obrigação de se entender tudo isso, como a evolução das espécies.
Mostrou a importância das reações e transformações da energia, item imprescindível nos dias atuais, usando a bateria do seu microfone, como exemplo e das várias das conversões de energia, sonoras, elétricas, o uso do celular, e o infravermelho do sensor, estando envolta nossas várias tecnologias, implicando uma grande visão de mundo e são poucas as pessoas que tem essa visão de idéia, disso. Citou as diferenças de se usar o infravermelho em alguma situação e a radio freqüência, o porquê das diferenças, por que sua diferença, as freqüências existentes, tem que passar para o aluno essas visões de mundo tecnológicas, essa visão de mundo da ciência. Comentou também o espaço, pouco trabalho e compreendido pelos alunos, que a luz do sol demora oito segundas para chegar até nos, necessário para dar e passar para nossos alunos essa visão, que tem enorme dúvida, a ciência e o domínio da duvida, ciência não e sinônimo da verdade, mas de verdades transitórias e buscadas a serem superadas, como desenvolver essa ciência, trabalhada na observação, no debate, discussão e reflexão, perceber a sociedade e sua dinâmica, seus problemas, suas medidas para resolver problemas, o porquê das decisões, investigação, onde deve ser trabalhada com os alunos, além dos trabalhos dos projetos, para despertar o interesse para o aluno, usando todas as disciplinas para interar, e não apenas a ciência, sendo inúmeras atividades a serem desenvolvidas, e vai depender muito da realidade da escola, onde o professor deve ter essa sensibilidade para desenvolver seu trabalho, e causar grande interesse e despertar nos alunos, onde o grande objetivo e mostrar a ciência como linguagens, de trabalhar para melhorar a vida do aluno e dar a visão no aluno, não e um processo simples em salas cheias, onde o professor deve se esforçar para que isso ocorra.