segunda-feira, 22 de novembro de 2010

AULA 24 – MODULO 2 – MIDIA E COMPORTAMENTO

 AULA 24 – MODULO 2 – MIDIA E COMPORTAMENTO


Mais uma vez o professor LI LI, fez uma conversa sobre a problemática da mídia e comportamento, onde somos diariamente bombardeados de diversos meios de comunicação, mudando e muito nossos valores, onde cultuamos de uma maneira inapropriada, onde convidou a professora Lilian Freire, da UNICAMP, traz pontos importantes sobre essa problemática. A professora cita que a infância e a adolescência e um momento em que ocorre um grande período de imaturidade e transformações físicas e psíquicas, com grandes mudanças, sendo um período dinâmico, onde se estabelecem novas atitudes, conceitos e valores, criando condutas, além de ser um período de maior vulnerabilidade ao exterior, o que causa grandes problemas se não tiver sabedoria e maturidade, alem de estar também inserindo em uma vida social, que é um processo através do qual o ser humano interioriza valores, crenças, atitudes, normas para seu grupo social, ou sociedade, as inserindo em sua personalidade, onde a mídia mais que atrapalha nesses processos, em grande parte das vezes influenciando negativamente nesse processo, ainda mais hoje com a internet e os celulares.
Ela cria modelos de conduta, seleciona informações, cria estímulos, cria condutas, aprendendo indiretamente com observação, imitações, agressividade, exposição à violência, onde as crianças não diferenciam a fantasia e a realidade. A professora cita que cerca de 7 horas por semana as crianças assistem vídeos, 21 horas de televisão, horas e horas de musica, vê relações sexuais, causando impactos negativos, como atraso no desenvolvimento do neuropsicomotor, precariedade sexual, violencia, obesidade, violencia interpessoal através do humor, principalmente em programas infantis, onde usa heróis como violencia como um meio justificável, causando problemas físicos e mentais, condutas agressivas, normalização da violencia, medo, depressão, pesadelos, distúrbios de sono, entre outros, tendo uma falta de educação sexual muito grande por parte dos pais e da escola, não discutindo esses problemas, não existindo em seus currículos.
Não se discute também a questão da auto-estima. Cita a dificuldade da internet onde de forma muito fácil se tem acesso a diversos tipos de informações, como sexo, pedofilia, discriminação, entre outros. Quanto à mídia a professora cita que diminui o uso de atividades físicas, menos gasto energético, socialização, fim da leitura e interação entre amigos, onde o mundo virtual é mais interessante, fugindo do mundo real. Cita também os videogames, que aumenta o aprendizado, mas ao mesmo tempo cria problemas agressivos, retaliações, entre outros, como a desensibilização da dor, violência verbal, aumentando o tempo gasto com o jogo, devido à repetição, pois a computação gráfica faz com que esse mundo virtual encante mundo perdendo a noção de diferença.
A professora foca também o uso de drogas, aumentando o consumo de cerveja, a força da publicidade nesse incentivo, onde a escola deve estar atenta a isso, repensar o ensino de mídias, monitoramento, além de alertar os pais desses problemas, onde esse assolamento de informações, necessitando a consciência e maneiras de proteger esse uso, havendo a necessidade desses assuntos serem discutidos no ambiente escolar.

AULA 23 – MODULO 2 – O USO DE SUBSTÂNCIAS PSICOATIVAS


AULA 23 – MODULO 2 – O USO DE SUBSTÂNCIAS PSICOATIVAS

Falando do uso de drogas, o professor trabalhou nesta aula, o uso de substancia psicoativo, onde achamos que são apenas drogas pesadas, no trafico. Convidou a professora Renata Azevedo, professora da UNICAMP, onde trabalha no núcleo de drogas da UNICAMP, onde citou que é um tema de grande preocupação na unidade escolar e na sociedade, onde mostrou  vários aspectos,  a tendência natural a droga ilícita, mas não podemos perder de vista que outras varias substancias estão à disposição na vida das pessoas, e achamos prazerosas, mas causam sérios problemas em nossa vida, como o álcool, medicamentos, cigarro, e remédios afins que causam em uso abusivo criar dependência, causando alterações no senso perceptível, sendo licitas e ilícitas, onde, mesmo no caso do álcool e do cigarro, causam problemas, e suas restrições, lei seca, dirigir sem estar alcoolizadas, além de varias leis não cumpridas onde e também proibido a venda de cigarro e drogas para menores de idade, alem da forma que trabalham no cérebro e suas conseqüências, buscando prazer especifico, como relaxamento, ansiedade, novas experiências, onde ha muitas diferenças entre si, alem do problema do adolescente que mistura essas drogas causando efeitos piores, aumentando o risco e o potencial dano, precisando ser divulgado e mostrado, onde devem ser mostradas essas informações, principalmente no seu duplo uso, causando uma disfunção cerebral, onde de um tempo para cada tem uma pesquisa muito grande sobre, mudando também que a dependência um fenômeno genético ate então pouco usado e trabalhado, e esses fatores precisam ser divulgados, distorcendo essa visão moralista, sendo discriminadas em sociedade, havendo pouco tratamento formal para essas pessoas.
 A professora cita também que aumentou e muito o uso de drogas nas ultimas décadas, da  felicidade química, do prazer imediato, cultura e muito incentivada, alem também das experiências das drogas cada vez mais novos, aumentando o dano do risco, causando a dependência, causando grande preocupação entre os especialistas, sendo a media do uso de drogas em torno dos 11 anos, causando conseqüências coletivas, e individuais, sendo uma fuga, causando diversos problemas, no ambiente de trabalho na escola, e na vida em sociedade.
Se esse uso e danoso, e ha uma grande informação, a professora questiona por que se continua usando drogas em grande quantidade, onde cita que o aspecto, é a idade, ha uma grande curiosidade, seu convívio, onde pais e mídia devem estar informando isso, além dos professores, estarem capacitados, e conversando sempre sobre esse assunto, e a cada oportunidade, sempre estar informando seus riscos, para que ele possa estar informado ao tomar decisões, e que mesmo assim ocorrem problemas, e que a vulnerabilidade e um grande fator desse consumo, seus conjunto de auto-estima, sua sociabilidade, exclusão da sociedade, bullying, além da questão da coerência dos adultos com o padrão de uso de drogas e consumo, onde os pais devem repensar a questão do consumo, onde a sociedade neoliberal esta causando sérios problemas, havendo a necessidade de se repensar isso, e o convívio a mostra dessas drogas também mostra sua influencia, alem dos pais estarem sempre atentos para detectar problemas, se essa problemática esta havendo freqüência, e caso não consiga, pedir a ajuda a um especialista ou um profissional, monitorando sempre, não deixando criar uma dependência, e caso isso correr, usar as psicoterapias, se auto-avaliariam, ajudar nas abstinências, fazendo um trabalho psiquiátrico, alem de analisar se esses adolescentes têm casos de depressão.
O professor finaliza questionando o conteúdo aprendido em vídeo, onde questiona como o professor trabalhar essa problemática em sala de aula, na questão da interdisciplinaridade.

AULA 22 – MODULO 2 – DIVERSIDADE E PLURALIDADE CULTURAL NA ESCOLA


AULA 22 – MODULO 2 – DIVERSIDADE E PLURALIDADE CULTURAL NA ESCOLA

Nesta aula a professora Daniela Kowaleski, socióloga da educação, onde trabalhou a temática da pluralidade no ambiente escolar, onde como nós educadores lidamos com isso. O objetivo da aula foi  levantar discussões e conceitos para por em nossas práticas diárias, que é a importância no âmbito escolar, seus valores para que essa diversidade seja contemplada, além dos históricos e diretrizes sobre o tema e experiências de sucesso nessa área educacional. A professora  nos fez lembrar que no Brasil a diversidade marca nossa vida social principalmente pós 1990 onde todos tiveram acesso  ao ambiente escolar, deixando de ser elitista, aonde todos os setores da sociedade chegaram a esse ambiente e que, naturalmente se cria uma dificuldade de lidar com diferenças, pluralidade cultural, onde não sabemos por dentro todas essas diferenças, bem distintas. Há também o questionamento nessa montante estar escolhendo os currículos, que focar e abordar, sendo um grande desafio do professor, tudo disso focado em sua tese de mestrado em que tratou das diferenças culturais na educação - discursos, desentendimentos e tensões.
Citou que a diferença tem categorias, usando o texto o nome dos outros, por mostrar elementos em consideração no que diz respeito à diversidade, a grande tensão existente no ambiente escolar, classificando em três níveis, que é o outro como fonte de todo mal, o outro como sujeito pleno e o outro como alguém a tolerar, itens usados inclusive por regimes totalitários como o nazismo, a escravidão, etc. Sabemos abordar as diferenças, mas não damos importância a suas outras ações culturais, onde temos que lembrar que os outros tolerados também são os outros desprezados, onde não trabalhamos e incentivamos essas diferenças. A escola e uma instituição cultural e muito privilegiada, onde criticamos e elogiamos essa diversidade.
A professora usou uma charge do cartunista Tonucci bastante formosa, onde questiona a avaliação dos professores, junto ao nosso alunado, onde alegam que apenas o normal é o aluno que aparece mostra semelhança para com o professor, onde devido à arbitrariedade, que são aceitamos que é idêntico a nós professores.
Mostrou que as diretrizes de âmbito federal que trabalham essas temáticas, que, ha muito pouco tempo que essas diretrizes chegaram à unidade educacional, tornando-se, lei a partir da CF de 1988, onde a pluralidade passa a ser considerado com todos os povos e etnias, onde em 1996 a LDB também afirma isso, aumentando o foco na educação indígena, e, em 1998 com os PCNS, é que a pluralidade passa a ser um tema transversal trabalhado em sala de aula, mostrando um grande avanço, trabalhando de forma transdisciplinar. Já em 2003, torna a obrigatoriedade do ensino da áfrica nas unidades escolares, devido à grande insistência da comunidade, negra, que se estende a nessa obrigatoriedade para os indígenas, e em 2005 sai essas diretrizes, documentação amplamente divulgada no ambiente escolar, onde traz uma serie demandas dos movimentos negros.
Em 2007 há outro marco que e a criação do programa ética e cidadania, com a questão também da entrada da inclusão, idéias de atividades para ser trabalhado entre os professores. Em 2010 o presidente lula assina também o Estatuto da Igualdade Racial onde combate de forma dura problemas como discriminação racial, que é considerado como a distinção, exclusão restrição ou preferência baseada em etnia, descendência ou origem nacional, tornando crime à desigualdade e usados como formas de diferenciação ao acesso a bens públicos e privados, além de citar que a população negra é formada por toda pessoa que se considera negra, independente como for. A professora mostra grandes diferenças de leis anteriores dos conceitos de racismo, totalmente alterado com a de anos anteriores.
O termo mais polêmico, das cotas raciais ficou de fora das cotas, item de grande pedido da comunidade e que foi excluído. Para finalizar a aula a professora cita, que são temas que devam ser divulgados e expandidos para a comunidade escolar, e que não devemos tornar as diferenças como exóticas, mas sim respeitar, pois esta sendo divulgado de forma muito tímida, e que é necessário o professor mudar de postura no que diz respeito às diferenças, onde cada professor deve criar sua forma, respeitando toda legislação, tornado a unidade escolar mais justa.

AULA 21 – MODULO 2 – ASSEMBLÉIAS ESCOLARES


AULA 21 – MODULO 2 – ASSEMBLÉIAS ESCOLARES

Nesta aula foi apresentada outra parte do projeto do professor Pátaro, onde focou as assembléias escolares, situações de conflito, fato que é pouco incorporado , onde através dos votos os alunos decidem o rumo escolar, na escola comunitária de Campinas, onde relatou todo o inicio dessas assembléias, na década de 1970, onde sempre focou a participação do aluno, no ensino da moral. Houve também relato da experiência pelo professor Ulisses, onde cita também a coordenadora da unidade, falando que este projeto já faz parte a seis anos, focando a democracia, onde todos têm lugar para expor pensamentos, criticas propor novos trabalhos, onde acreditam também que e dever escolar o ensino de valores, autonomia, de ele próprio resolver seus próprios problemas. Foram citados os três tipos de assembléia, da de classe, como função de regular ações dos alunos dentro da sala de aula, onde em cada sala ha um espaço onde de forma espontânea, colocam suas criticas e solicitações, onde é um espaço no canto da sala, feito de cartolina.
Focou como são montadas essas assembléias, feitas de forma aberta, coletiva, com o envolvimento de todos, criticando fatos ocorridos e não diretamente as pessoas, protegendo a criança com atitude inadequada, tirando, não a deixando exposta. E um espaço de discussão, critica, resolução de problemas onde todos aprendem, começando com rodas de conversas, trazendo seus problemas, onde pouco a pouco a escola foi formalizando, através de uma metodologia flexível, partindo desde o ensino infantil, tendo responsáveis muito bons, que até hoje, ele funciona perfeitamente, chegando a um momento que as decisões, são feitas pelos próprios alunos e não por parte dos professores. A assembléia em sala funciona a partir da primeira série, onde o projeto e efetivamente realizado, começando com uma história da assembléia dos ratos, passando para o aluno que é uma tentativa de solução de problemas, e exposições de casos de sucesso, onde e levado em conta. Apos a assembléia, e feito uma votação onde e decidido o que deve ser feito para tomar soluções para correção. Tudo para o trabalho da cidadania, mas ao mesmo tempo implica um trabalho a mais para os pais ao qual aceitam, pois cria alunos questionadores, críticos, criando uma nova postura para o relacionamento entre pais e alunos. Ali se discute varias problemáticas na escola, como cantina, animais na escola, onde tudo e resolvido em sala de aula e as medidas são tomadas ali mesmo. Ha também a assembléia semestral onde se reúne toda unidade escolar, envolvendo professor, alunos, funcionários e direção, onde se expõe todas as problemáticas da unidade escolar e relação para com os alunos e escola, onde se explica todas as regras e o porquê das decisões.
Nessa condução o professor deve ter um papel fundamental de educar, orientar, explicar o porquê das situações, fazendo as intervenções corretas, mas ao mesmo tempo o orientando. O professor Ulisses comenta que essas assembléias ha uma considerável redução da indisciplina no ambiente escolar, que ela não e mágica, mas ela torna comportamentos indesejados, deixando em níveis democraticamente aceitáveis, diminuindo problemas, passando a dialogar os problemas do cotidiano, mas não e o grande foco, mas sim a construção de valores, combatendo outro problema da escola que e o preconceito o bullying escolar. Por fim ha a assembléia dos professores, onde mensalmente os professores se reúnem com a direção escolar, para discutir as relações entre professores, a relação acadêmica, escolar, problemas e soluções, alem de combater uma grande resistência entre os professores, servindo de mesma experiência que o aluno passa diariamente, onde o professor fica preparado a todo instante.
O professor Ulisses comenta que ha mais de um século isso e usado na unidade escolar, onde e uma metodologia usada em todas as unidades escolares, onde o professor deva estar preparado, dispostos abrir, escutar e ouvir os alunos, devido a seu pequeno espaço de abertura, onde devemos acreditar nesse principio participativo, dependendo da boa vontade da unidade escolar.

AULA 20 – MODULO 2 – BULLYING


AULA 20 – MODULO 2 – BULLYING

Nesta aula a professora Paula Fernandes focou o tema Bulliyng, item ainda sem tradução no português que nada mais é que um comportamento agressivo entre estudantes, sejam físicas, verbais, morais e que ocorrem repetidas vezes, sem motivação evidente e realizada por vários estudantes, contra outro em uma relação desigual de poder, sendo na sala de aula, inicio da aula e no intervalo os principais locais onde ocorre este tipo de problema. Pudemos perceber  que esse problema não ocorre apenas no Brasil, mas é um fenômeno mundial, grande problema a ser enfrentado, onde cerca da metade das crianças em idade escolar já foram vitimas desse problema, mas apenas 10% são vitimas freqüentes desse problema, também em garotos, ocorrendo intimidações físicas, ameaças, atos violentos e nas meninas ocorre uma diferença devido ao uso das agressões verbais, atos de exclusão, além da difamação.
A professora comentou também sobre o perfil dos agressores, usam de um comportamento hostil, onde o aluno se acha melhor, superior, intocável, além de acreditar que não sofrerá punição por esse tipo de problema dentro da unidade escolar. Seu perfil também indica uma família desestruturada, com pais opressores, violentos, agressivos, e que também já foi algo de discriminação, além também de terem transtornos de conduta, déficit de atenção, TDAH, entre outros.
Quanto aos alvos desses alunos, são pessoas quietas, inseguros, com poucas habilidades sociais, poucos amigos, sem capacidade para reagir aos atos de agressividade, são também fisicamente frágeis fracos menores, além de também serem alunos novos e vindos de outra unidade escolar, como também de diferentes religiões, e etnias diferentes, como negros, judeus, nordestinos, entre outros.
A professora citou também da questão das testemunhas desses problemas, que por medo, por questão de se preservarem acabam se isolando e não tomando atitudes, com o medo de serem outras vítimas dessas pessoas. Citou que devido à questão da impunidade, é o grande causador de os alunos que são vítimas denunciarem esses problemas. Há também a questão do Cyberbullying, que e descriminação através de redes sociais, emails, chats, criação de comunidades causando a queima da imagem desses alunos. A professora falou sobre os problemas sociais dessa atividade, da questão da baixa estima queda do rendimento escolar, o aluno não quer ir à escola, abandono nos estudos, e outros transtornos, como depressão e pânico.
As principais ofensas são os apelidos, ameaças, agressão, hostilização, ofensas, etc, O grande questionamento da professora é como lidar com essas situações, e quais as atitudes que o professor deve estar intervindo nesses problemas, em principalmente identificar esses problemas de forma rápida, dar informação e conscientização sobre essa problemática, dar encaminhamento médico e também ao psicólogo sobre estes problemas, orientação aos pais, professores, de como lidar com esses problemas e medidas de controle contra o comportamento, além de tornar o ambiente agradável seguro e acolhedor para esses alunos.
Há a necessidade de programas antibullying, que são ensinamentos a pais e comunidade de estratégias para lidar com esses problemas, para orientação desses problemas, darem acolhimento, além de estimular a informação sobre esse assunto, criação de palestras sobre esse tema, debates, atividade que considerem o respeito mútuo, a relação entre alunos, comitês para conseguir perceber essa prática em sala de aula, fornecer auxilio a pessoas que sofreram vitima, além de encaminhamento para os casos mais graves para que haja exemplo e não continue esse problema.

AULA 19 – MODULO 2 – VIOLENCIA NA ESCOLA


AULA 19 – MODULO 2 – VIOLENCIA NA ESCOLA

Focando a violência na escola o professor LI LI, citou nesse ponto nas unidades escolares, uma realidade em nossos dias (o uso de armas, entre outros, como ameaças físicas e verbais), nos traz à necessidade da discussão desse tema.  A professora do Departamento de Pediatria da UNICAMP, foi convidada para explicar sobre o assunto. Ela nos falou  que a adolescência é o momento crítico da vida do ser humano no qual ocorrem intensas mudanças biológicas, cognitivas, emocionais e sociais, e que também se decide padrões de comportamento, havendo também um período de grande vulnerabilidade e risco, e que possíveis trajetórias estão intimamente relacionadas com as vivências e aprendizagens ocorridas na fase da infância. Foi citado também que os problemas psicológicos ocorridos na adolescência, como o abuso de substancias, problemas de internalizarão, perturbações emocionais, depressão, ansiedade, além também de problemas de externalizacao, que são problemas comportamentais, ou de atuação, sendo que o problema mais comum é o comportamento delinqüente, causando grandes problemas sociais, como violência, banalização entre outros.
Quanto à conduta, citou que é um transtorno caracterizado por um padrão de comportamento anti-social repetitivo e persistente em crianças e adolescentes, às vezes é classificado como psicopatológico, incluindo a desobediência, birras, brigas, destrubilidade mentira e roubo, ocorrendo em sua maior parte entre os meninos. Entende que é um problema de saúde publica, pois, esses problemas gerarão e trarão conseqüência com a criação de uma geração de adultos violentos, devido a esse abuso de agressões físicas, abuso de álcool, drogas, acidentes, crimes violentos, suicídio, além da paternidade negligente e abusiva.
Olhando os dados na realidade brasileira, observou-se um aumento de 500 % em algumas regiões brasileiras nos últimos dez anos, tendo um aumento absurdo em comparação a ultima década, e, a região sudeste e a norte são as regiões brasileiras onde é o maior o crescimento desses valores, onde ate agora não se conseguiu uma maneira de amenizar estes problemas, órgãos como fundação Casa ainda não conseguiram resolver esses tipos de problemas, de mudança de comportamento e postura.
Como fatores de risco para esses distúrbios, de conduta e delinqüência, Há os fatores de risco individuais, características biológicas, comportamentais, cognitivas do indivíduo, fatores contextuais como familiares e sociais, e várias fontes de risco de forma cumulativa, que resultam em sofrimento físico, emocional, levando a delinqüência juvenil. Entre os fatores familiares, há um grande problema na questão da disciplina, de fatores que envolvem a família, famílias disfuncionais, falta de interesses dos pais, onde não se preocupam para com os seus filhos, doenças mentais nos pais, pobreza, fracasso escolar, desemprego, pobre rede de relaciomentos, perdas pessoais significativas, significativas da família por meios violentos, e muitas vezes presenciados por eles próprios. Quanto ao nível sócio econômico, deve-se diferenciar entre pais negligentes, e o não poder atender suas necessidades por falta de condições sócia econômicas, baixa escolaridade, tendendo-se a serem mais autoritários, já as causas de longo prazo, como a exposição, além do consumo de álcool e drogas, como também morar em áreas pobres e densamente povoadas, negligencia parental, padrões de cuidados inadequados, comportamentos anti-sociais, agressividade, temperamento impulsivo, baixa inteligência, evasão escolar.
Observou-se que os meninos têm uma tendência maior entre os meninos de se envolver com violencia, e que garota tem uma tendência menor de se envolver com problemas de violencia, só em casos de risco, como também as condutas violentas, que geram roubo furtos roubo furtos agressões intencionais para obter ganho ou resultante da conduta criminal e anti-social, associada à maior prevalência, do uso de álcool, maconha drogas, caindo seu desempenho escolar, atitudes erradas, baixa auto-estima, alto uso de drogas, entre outros.
Por fim o Professor LI LI questionou como cada escola lida com o problema da violencia escolar, onde isso se deve ser discutido em sala de aula.

AULA 18 – MODULO 2 – VIOLÊNCIA E EDUCAÇÃO


AULA 18 – MODULO 2 – VIOLÊNCIA E EDUCAÇÃO

            Neste encontro discutindo o problema da violencia na escola a Professora Flávia Schieling, ilustrou seu trabalho, comentando que isso era uma temática que se discute, mas com um pesar muito grande, pois, na sua visão ela acha, alias todos acham que não deveria existir nesse ambiente, questão muito difícil onde se deviam trabalhar outros temas, porém é necessário.
Falar sobre o tema  não e tarefa fácil, ao definir violência, como algo mudo, sua característica e a quebra de discurso, se revelando fraco, escasso, pobre, para compreender o que aconteceu, ha o desarranjo do discurso havendo um corpo a corpo. A professora comenta uma frase de Samarago, onde ele propõe que se puder ver, repara se e difícil falar da violência, não e uma impossibilidade, pois nossa tendência e a negligência, o desvio do olhar, e quem sabe haver a necessidade do reparar, de sarar, consertar a situação, sendo esse o grande foco.
A segunda questão a ser discutida, nesse tema, onde a professora vê que esse problema penetrou-se por todo mundo, não apenas no ambiente escolar, tendo haver com a questão do silêncio, tendo a necessidade de se fazer algo, através de políticas públicas, sendo um grande desafio, onde se deve fazer diagnósticos, estabelecerem conexões, através de dois eixos, da necessidade de diagnosticar, e imaginar possíveis formas de ação para resolver isso.
Mas o que a escola pode fazer para resolver essa problemática, quais são suas obrigações, suas intervenções, nesse processo, quais suas precauções, o que lhe compete e o que não lhe compete? O que a docência pode tentar fazer para resolver isso? Ha a necessidade de conexões, entre instituições, parcerias, para agir nesse problema, pois a escola infelizmente não resolvera sozinho esse problema, pois observamos que lá são jogados todos os problemas da sociedade, será mais esse um problema a ser jogado? Percebe-se que são queixas difusas por parte das escolas, compondo um ambiente violento, e para agir, e que na violencia contam-se diversas problemáticas, como vandalismo, ameaça ofensas, quais violências das varias violências é o problema da escola.
Em um mestrado do professor Paulo Neves, onde ele diz que uma realidade enfrentada é que as garotas estão tendo maiores problemas que garotos, perturbando uma ordem, quebrando discursos, criando um medo, uma idéia de que a violencia perdeu o controle, vindo inclusive do sexo feminino, algo até então inédito. Ha múltiplas formas de violencia na escola, e o olhar ajudam a perceber quais são os problemas, alem das queixas e denuncias do dia a dia escolar, havendo uma generalização, da violencia do entorno escolar que entra na unidade como gangues, tráfico de drogas, questões territoriais fora da escola e que chegam ate ela, não sendo produzido na unidade escolar, pois ela não e alheia ao território onde esta além de haver escolas em áreas violentas e através de barreiras conseguiu deter esse problema, construindo relações interessantes, obtendo proteções em sua volta.
Há a necessidade de a escola criar parcerias, soluções nessas comunidades, para diminuir esse problema, alem de combater preconceitos, sendo que a unidade escolar não deterá o crime organizado, das drogas, mas ela possa construir acordos através de projetos com a comunidade, para barrar isso. Ha também a violencia familiar que também acaba chegando à unidade escolar, entrando de forma silenciosa, que a agressividade se da por situações da família, onde se deve fazer algo, criar diálogos com esses alunos, não criando preconceitos, mas conversar, investigar, criar ligações com setores da área da saúde, conselho tutelar, membros da família, afinar o olhar, perceber, atuando na medida do possível. Outra violencia preocupante na unidade escolar, entre alunos professores, é a questão racial, o preconceito, e violências cometidas pela própria escola, nas falas de alunos, docentes, pais, conflitos, desencontros, havendo um momento que o aprender, o ensino se esvazia, perde o sentido, perdendo a paixão, vistas como escola de passagem, adultos isolados e fragilizados, a direção perde o controle, não ha mais aprendizado, criando um fracasso escolar por completo nessa unidade escolar.
A professora finaliza que não e uma tarefa fácil, um grande desafio, que a falta de um coletivo unido dificulta o comprometimento do trabalho, prejudicando e muito o alunado, havendo a necessidade de reestruturações de secretarias de Ensino, devendo ser apoiantes da prática dos professores, estando juntos, investindo, não criando um conflito, uma luta de classes. É possível agir, não e impossível ha a necessidade de pensar, detectar, como onde, com quem, contra que esses problemas ocorrem olhar, ver, reparar para ter estratégias para mudanças.

AULA 17 – MODULO 2 – PODE ÉTICA E CIDADANIA SER ENSINADAS

AULA 17 – MODULO 2 – PODE ÉTICA E CIDADANIA SER ENSINADAS

 No vídeo aula 17 do curso do módulo II, o professor José Sérgio Carvalho, da Faculdade de Educação da USP abordou a temática da urgência do ensino da ética e cidadania na unidade escolar. Pudemos excursionar pelas discussões dos filósofos da Grécia antiga: da formação moral e ética, da formação da virtude, voltando a 2500 anos antes de Cristo.  
Temos a idéia que formação moral da historia é algo recente, mas não é. Ouvimos muitas vezes que a escola passa do processo do ensino, para o assistencialismo: tipo a alimentação, responsabilidades que não as educacionais assumidas pelo professor, etc. Porém, isso não é nenhuma novidade, desde a Grécia antiga já se tinha essa responsabilidade, desde o tempo grego, vinculando vários itens como hoje. Em uma de suas citações Aristóteles  afirma que a virtude e a bondade do homem são responsáveis por três fatores:  a natureza, o hábito e a razão.  Eles são os fins de nossa natureza, sendo necessário o cultivo de hábitos, onde o resto é obra do sistema educacional, que  ensina o que a natureza falta: costumes adequados, causa das leis, que deve sim regular a educação, e torná-la publica, dever do estado.
Fala de natureza como caráter, estando sempre em equilíbrio, e não como o hábito que é reflexo condicionado, que vem de ethos, modo de vida, além da razão, capacidade de pensar argumentar e decidir.  A ética deve ser formada, estruturada, reforçando a idéia da educação como complementação da natureza. De acordo  com Aristóteles, somos formados para certos hábitos, complementando do que a natureza nos serve, formando para a virtude,  que  só a democracia  irá  formar cidadãos democráticos, não de outra forma. Ele diz que a Polis havia um interesse comum, grande necessidade da educação, formar pessoas boas, de caráter. Aristóteles não era uma voz isolada, havia muitos pensadores, como, havia diversos autores também, que discutiram  os  problemas, as tragédias.   Questionava-se a necessidade de formar cidadãos virtuosos, onde ele acreditava formar, e que a virtude e algo ensinado e não hereditário, ao contrário do tempo antigo.
Para os gregos a excelência do guerreiro, era algo dado como uma dádiva, e não com  treinamento, era algo herdado, e escolha dos deuses, algo que mudou nos nossos dias, e isso muda, quando os gregos partem e introduzem o regime democrático, partindo para a discussão, onde se cria a democracia, com direito a voz, a diálogo.
 Vivemos na atualidade o problema parecido, pois, temos aquele saudosismo, que a escola do passado era boa, de qualidade, mas que atingia apenas uma minoria da população, pois, hoje temos uma escola para  todos  e isso realmente causa grande problemas, de convívio, socialização.
Na mesma aula foi citado Sócrates, que também tinha a mesma duvida, onde ele não acreditava que a virtude era ensinada, isso em suas discussões com sofistas da época. Em uma de seus  relatos,  diz que  senão andava junto a Polis para melhorar a alma das pessoas, onde dizia que a virtude vinha os haveres e todos os outros bens particulares e públicos, e que conforme ä natureza do homem e que tenha negligenciado todos os próprios  interesses, sofrendo ha tanto anos a conseqüência do abandono, para se ocupar do coletivo, tentando ser um pai e um irmão mais velho, para cuidar da virtude, dizendo isso em seu julgamento que o condenou a morte.
Quando ele fala em alma, ele fala na psique humana. O professor questiona que como alguém que dedicou toda sua vida, abandonando bens, dedicando a sociedade, como alguém que dedica que a vida na virtude, não acreditar que ela pode ser ensinada? Para confirmar isso o professor cita outro dizer, de outro livro de Sócrates, onde diz também que era um treinador de virtudes nos homens, e que ele não corrompia a juventude. Ele afirma que a sociedade não tem pessoas preparadas para ensinar virtude, e que em hipótese alguma o professor deve negligenciar esse ensino, e que é função sim do professor ter essa responsabilidade. Seguindo o ideário de Protágoras, que também fala que é mais necessário ensinar virtudes, e valores do que ler e escrever, dos costumes, da ética, que é seus valores que guiam suas condutas são práticas sociais, diárias, onde devemos reconhecer que a formação ética depende dos professores, mas não apenas eles e sim professores, igreja, mídia, onde todos devem, desde o porteiro ate à merendeira, e não apenas como uma grade, mas um jeito de se lidar com a vida onde todos nos temos essa responsabilidade. Protágoras afirma que os professores não ensinavam essa capacidade, onde só pensava em  alfabetizar, ignorando as boas práticas, onde ele afirma que isso deveria trabalhar de uma forma vinculada e que isso não ocorria na época, dos deveres morais. A literatura cita vários exemplos ruins de virtude, e que o professor deve ter essa capacidade de sensibilização.
 Como exemplo cita o professor de educação física, que ensina que o aluno a vencer, pela exigência, mas não da importância, como também da musica, expondo à boa musica e exemplos de musica.
Para finalizar a aula faz citações de Aristóteles, que diz que a virtude, a formação ética, recebe do ensino a geração e o desenvolvimento, a ética do habito, e que as virtudes não se geram por natureza, mas se geram em nos, nascidos para recebê-las e aperfeiçoando, melhorando, aprender a fazer. Não devemos ensinar apenas por falar assim fazendo não só definições, mas atos, posturas, não apenas como um ato informativo, como e hoje no processo escolar. Não se ensina a ser honesto, ensina praticas honestas para com os alunos, suas praticas, demonstrando seu valor, senso de justiça, não apenas por fala e moralismo, e que hábitos ruins como o preconceito o racismo também são ensinados de forma oculta, onde o professor deve ter um bom senso, ações, e que cargos pouco importam, mas as ações e posturas educam o mundo, ações sem obras são tiros sem balas, atroam, mas não o ferem.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

AULA 16 – MODULO 2 – SEXUALIDADE E PREVENÇÃO DE RISCO

AULA 16 – MODULO 2 – SEXUALIDADE E PREVENÇÃO DE RISCO

            As professoras Marici Brás e Lílian Freire deram continuidade ao tema sexualidade, focando a prevenção do risco da gravidez na adolescência, principalmente a prevenção de DST. Discutiu sobre a questão da distribuição de preservativos no ambiente escolar, onde as professoras citaram que a escola é o ambiente onde eles mais passam o tempo e que é necessária a distribuição de material nessa unidade, que, independente do material ou não, o aluno ele vai ter e querer relação sexual. A professora falou também que mesmo com todo esse trabalho, houve uma redução na população geral, mas aumentou entre os adolescentes, sendo assustadores os dados de doenças, onde há muito adolescentes que nunca sequer usaram preservativos, além da questão de, após ter intimidade com o parceiro sexual, eles param de usar o preservativo, outro grande problema, onde a escola tem papel chave nesse processo.
            A professora Marici falou de suas experiências em projetos nas escolas, através de dinâmicas, para poder explicar esses conteúdos para os jovens de uma maneira geral, o que envolve a sexualidade, a questão da afetividade, do respeito, do dizer não, e não apenas a prevenção, indo além da aula clássica de sexualidade, do aparelho reprodutor, e sim do conversar com o jovem, que é a questão mais sofrida nessa relação, das escolhas, do se sentir pressionado por parte da garota, entre outras.
            Foi explicado também da necessidade do uso da dupla proteção, que é o preservativo e o método anticoncepcional, que um prevê doenças, já o outro a gravidez. Há também a questão dos homossexuais, da relação genital, oral e anal. Citou que em alguns países, além do preservativo há outros métodos preservativos disponíveis, como a pílula do dia seguinte, onde nossas unidades escolares devem ter acesso a isso, onde não pode usar de forma repetitiva, e também ela não é abortiva, ela apenas inibe a gestação, e quanto mais precoce o uso maior as chances de se evitar a gravidez. Mostrou sua importância, pois, são nas primeiras relações sexuais que grande parte das jovens no Brasil engravida, citou o abandono por parte dos jovens pais, tornando-as mães solteiras, causando outro problema de gravidade social pior, havendo também a realização do trabalho não só na garota, mas no jovem também, ensinando não apenas os direitos, mas sim seus deveres também.
            Para finalizar o professor LI LI, citou o Ministério da Saúde onde tem como projeto distribuir preservativos nas unidades escolares, qual será a reação disso tudo?

AULA 15 – MODULO 2 – SEXUALIDADE NA ESCOLA

AULA 15 – MODULO 2 – SEXUALIDADE NA ESCOLA

            Sobre sexualidade na escola o professor LI LI focou o ambiente de aprendizado de hoje, alegando ser um tema pouco trabalho no ambiente escolar e que merece maior atenção, trazendo para a aula a professora. Marici Brás, médica e pediatra da UNICAMP que atua na área da criança e adolescente, mostrando sua importância para o ambiente escolar.
Ela abordou sobre a dificuldade do assunto, dos tabus e preconceitos de nós mesmos, e da sensação do achar que docente esta falando sozinho, mostrando ser importante falar isso, devido à questão da gravidez na adolescência (dados mostram que 21% dos casos de gravidez são em adolescentes e chega-se até os 28% na região nordeste). Além disso, existe a questão do aborto, grande problema ser a enfrentado, com alto índice também em adolescentes.
            Devemos entender como se dá o desenvolvimento do processo sexual do ser humano, existindo desde o principio, de acordo com as idades com diferenças zonas corporais, desde a fase oral, depois a genital onde ela percebe as diferenças do corpo, a latência, logo após entrando na fase genital adulta. Citaram que há uma grande diferença em adolescência e puberdade que é o fenômeno de transformação hormonais e biológicas do ser humano, tendo limites pré-estabelecidos, os desenvolvimentos sexuais, mudanças corporais, etc., tendo como objetivo o desenvolvimento da função reprodutora do ser humano. Na adolescência, já ocorre o luto, que são as “perdas” do corpo infantil, entre outros, ocorrendo entre as meninas dos 11 aos 13 anos e dos meninos dos 12 aos 14 anos, causando mudanças físicas, fisiológicas, além da redefinição dos modelos de relacionamento, deixando a família, e dando maior importância aos amigos, entre outros, adquirindo um novo papel enquanto sujeito, tendo um desejo de independência, mas ao mesmo tempo, mantendo a ligação e dependência.
Por fim, o surgimento da identidade sexual, o início do relacionamento íntimo, a identidade do aluno e a independência material. Nessa fase começa também as práticas sexuais, como a masturbação, o ficar o namorar, os atos sexuais, e inclusive o homossexualismo. Citou a questão da masturbação, quando se preocupar, sua importância, além dos atos de ficar e namorar, das trocas de experiências, da ausência de compromisso, ao contrário do namoro, em que há a necessidade da responsabilidade.
            Citou também a questão da virgindade, que é o marco inicial da vida sexual, principalmente na mulher onde há um grande apelo divulgado pela mídia, sendo também um marco de passagem. Há também a questão da homossexualidade, que deixou de ser considerado um transtorno metal, onde houve uma total reformulação do conceito de gênero, havendo uma incerteza da identidade sexual, onde é buscada essa identificação com alunos do mesmo sexo, do medo de se apresentar ao sexo oposto, havendo mais relações homossexuais entre garotos do que garotas. Foi mostrando também o problema da relação sexual forçada, onde em grande parte dos seus casos ocorre com garotas, e geralmente por adultos. Finalizou o conteúdo mostrando que o professor tem o papel de mostrar para o aluno essa passagem da idade adolescente para a adulta de forma saudável, com o uso da informação, do preservativo.
            Voltando ao professor LI LI o professor encerrou a aula falando da necessidade do professor estar criando esse espaço de interlocução entre alunos e professores.

AULA 14 – MODULO 2 – A DIMENSÃO AFETIVA NA CONSTRUÇÃO DE VALORES

AULA 14 – MODULO 2 – A DIMENSÃO AFETIVA NA CONSTRUÇÃO DE VALORES

            A professora Viviane focou nessa aula a importância da necessidade da afetividade no processo educação, com base em estudos de PIAGET, vista como uma “fonte de energia” para o cognitivo humano, onde ele usa a metáfora da gasolina e a cognição seria o motor do carro, onde a gasolina é um motivador, como o afeto, e que não interfere no cognitivo, e também como um dos aspectos organizativos do psicológico das pessoas. Diversos autores alegam que Piaget exagerou na questão do cognitivo, citando que, todos têm grandes influências, e não apenas o cognitivo, como sempre ele priorizou. A afetividade seria um dos aspectos organizativos do psiquismo humano, como a cognição, o sócio cultural, etc.
Em outros estudos, como da professora Valeria Arantes, mostrou que atitudes afetivas na escola  revertem situações problemáticas, ao contrário de posturas negativas, mostrando a importância do professor no processo psicológico, onde o professor necessita demonstrar afeto, e que deve andar junto com o cognitivo, ela não e só motivacional, ela influencia no psiquismo humano.
            A professora Viviane mostrou outro exemplo no que diz respeito ao sentimento de vergonha e culpa, e sua diferenciação, onde cita que a vergonha relaciona-se de forma como o outro me vê, tendo o desejo de se esconder e se escapar, enquanto que a culpa já entra no quesito da auto-avaliação do sujeito, tendo a intencionalidade da confissão, do arrependimento, da desculpa, sendo aspectos diferenciais desses dois sentimentos. Já os que se relacionam, sendo sentimentos morais, de valores, de referendar ou refutar esse valor, sendo emoções negativas, são atribuições internas, mas inter pessoais e regulam os valores morais.
            Como reflexão, no que diz respeito à generosidade, a professora mostrou um trabalho seu realizado em algumas escolas de SÃO PAULO, num problema típico do ambiente escolar, da dificuldade de notas no final do ano, em que um aluno necessitava de ajuda, relacionando sentimentos de vergonha e culpa, onde ela teve o objetivo de detectar o valor de generosidade e ajuda, mostrando que o valor de generosidade não apareceu em valores de culpa e vergonha, egoísmo. Isso mostra o papel importante da escola, suas implicações educacionais, no que diz respeito ao aspecto que o sentimento deve ser objetivo de aprendizado no ambiente escolar, explicitando para a reflexão de alunos e alunas, de respeito à diversidade, da necessidade de tolerância, através dos sentimentos morais, tendo a amizade relação com sentimentos morais onde a escola não deve cortar isso, mas que ela faz devido à questão comportamental dos alunos. É necessário também o trabalho de sentimentos morais com os alunos, explicitados, trabalhos como objetos de conhecimento, possibilitando vários valores, entre eles a questão da tolerância, a diversidade, tendo como objetivo a promoção de um ambiente mais saudável e feliz.

AULA 13 – MODULO 2 – DIMENSÕES CONSTITUTIVAS DO SUJEITO PSICOLÓGICO

AULA 13 – MODULO 2 – DIMENSÕES CONSTITUTIVAS DO SUJEITO PSICOLÓGICO

No retorno às aulas, o professor Ulisses refletiu sobre as dimensões constitutivas do sujeito psicológico, devido haver uma questão muito forte em sala de aula de quem é o professor e quem é o aluno com os quais convivemos em todas as questões, existindo várias tendências que, reduzem o ser humano a um aspecto constitutivo, e vem surgindo a buscar por uma explicação mais completa do dia a dia do ser humano, fazendo nos entender melhor, no que diz respeito aos valores, identidade, para se constituir uma personalidade do ser humano, induzindo ser como sujeito, inserindo na sociedade, de forma interativa.
Este aula tem seu foco nas quatro dimensões do sujeito psicológico: o cognitivo, biológico, afetivo e sócio cultural, sendo todo um universo no psiquismo humano Em uma imagem ele mostra como é o sujeito psicológico e suas relações biológicas, cognitivas, afetivo e sócio culturais, que se dá por meio de neurotransmissores, linguagem e sentimentos, tudo isso interagido com o meio diário, outras pessoas, culturas, etc. Esse sujeito psicológico se constitui na interação com o meio, coisas, pessoas. Ele ainda é formado de um mundo consciente e não consciente, que influenciam diretamente em nosso cotidiano.
Há também a questão cultural, onde nossas crenças, nossa língua, nos ajudam a constituir nossa identidade e nosso sujeito, além do cognitivo que é nossa inteligência, nosso comportamento. O professor chamou a atenção que não há como separar por partes nosso psicológico, mas sim como um todo, que nesse sentido estar segregando e praticamente impossível realizar essa tarefa, e que as teorias que separam já foram ultrapassadas, e da mesma forma o professor deve estar analisando para realizar o seu trabalho em sala de aula, de forma interativa, única, uma influenciando a outra, algo complexo, onde nosso aluno não e apenas um cérebro, que não quer fazer atividades, ou não apenas uma máquina de operações, sendo um pouco de tudo, e que um aspecto sobressaiu, mas que estão totalmente interligados, devendo o professor estar analisando isso, com complexidade, necessitando a visão de totalidade, independente da sua condição, crença, amenizando a leitura de cada aluno, basta olhar para nós mesmo, dependendo do nosso dia, problemas, etc., influenciando o nosso comportamento.