AULA 26 - MODULO 2 – BULLYING
A professora Kátia Pupi demonstrou na aula, sua tese de mestrado sobre o fenômeno do BULLYING, o maior problema existente na atualidade no que diz respeito à educação. Definiu que BULLYING são todas as formas de atitudes agressivas, intencionais e repetidas, que ocorrem sem motivação evidente, adotadas por um ou mais estudantes contra outro causando dor e angustia, acontecendo em uma relação desigual de poder, podendo ser adotado entre crianças e jovens, sendo a característica principal a desigual relação entre as partes, ocorrendo humilhações, xingamentos, difamação, constrangimento, menosprezo, intimidação, ameaças, exclusão, perseguições, agressão física, chegando ate o roubo. A professora afirma também que excluir, humilhar, expor a todas as variantes dessas atitudes de violencia moral ou bullying é experiências inevitáveis e nada pode ser feito a respeito, o que é o seu grande problema, mas a autora afirma das atitudes preventivas para não se chegar essa situação. A autora afirma que foram os suecos, na década de 1970 que começam a pesquisar sobre o assunto, problema que também ocorria nesse país, que, hoje tem esfera mundial. Nessa pesquisa constatou-se que cerca de 40% dos jovens sofrem desse problema, não ficando restrito apenas na escola, mas em diversos outros ambientes, como no trabalho, mas a escola é a principal vitima, onde a sala de aula e a principal palco, 50% das vitimas não denunciam os casos, meninos sofrem as agressões físicas, já as garotas usam de outro método, usando intrigas e exclusão, fofoca, além de usarem a ação repetida e intencional, com duração prolongada, ocorrendo principalmente devido à falta de motivação, desequilíbrio de poder, causando também a impossibilidade de defesa da vitima. As vítimas escolhidas são as que apresentam poucas habilidades de socialização, dificuldade para reagir às agressões, características físicas, comportamento, condição econômica e orientação sexual diferente, sendo também o perfil do aluno que atua no bullying são alunos hiperativos e impulsivos, além das vitimas se tornarem futuros agressores. Outra problemática também é que o aluno vítima desse problema, ele não pede ajuda devido a ter medo de retaliações ou por não querer decepcionar os pais, mostrando fraqueza. Já o perfil dos agressores, observa-se que são de ambos os sexos, desrespeito às normas, tem dificuldade de lidar com a frustração, tem capacidade de liderança, acumula já em seu historia de escola problemas de delitos, mostra um fraco desempenho escolar, quando não insuficiente, ausenta-se de culpa, são desafiadores e muito agressivos, não respeitam autoridades, além de usar muito de má fé, mentira em seus atos e posturas.
A professora define também o perfil dos espectadores, alunos que assistem ao problema, sendo omissos das cenas de violencia, passivos, pois tem medo de se tornarem vitimas, ou senão são ativos, apoiando moralmente esses alunos, o que e muito prejudicial, pois, alimentam essa impunidade e contribuem para o crescimento do bullying. Isso piora na atualidade, pois, os espectadores e os agressores, usam da internet, o chamando Cyberlullying, tendo um efeito multiplicador e duradoura, usando do anonimato para constranger, se safando, tornado impune, expandido o problema devido à multiplicidade das redes sociais, sendo isso um problema penal, fato que o aluno tem que ter ciência que pode ser responsabilizado por isso.
A vítima do Bulliyng tende ao isolamento, apresenta dificuldade de participar das atividades em sala, queda do rendimento escolar, fobia, não quer ir à escola, alterações do humor, insônia, dor de cabeça, estomago, ficam irritadas e ansiosas ou senão tristes, ficam vulneráveis a desenvolver transtornos afetivos, depressão, anorexia, síndrome do pânico chegando ao ponto do suicido ou senão do homicídio coletivo, como ocorre em freqüência nos estados unidos.
A professora finaliza da necessidade de conscientização, da sensibilização do coletivo escolar e comunidade, criarem um ambiente de confiança, solidariedade, apoiar as vitimas criar regras e limites no ambiente escolar, alem de criar sansões contar esses agressores.
Nenhum comentário:
Postar um comentário